A polícia de São Paulo suspeita que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tenha dado a ordem para matar o policial militar Fabrício Gomes da Silva.
O corpo do policial foi achado em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, na manhã de domingo, 11, após ele desaparecer na quarta-feira, 7. O laudo inicial mostrou que ele sofreu uma forte pancada na cabeça e sinais de tortura. O enterro será na tarde de segunda-feira, 12, com presença apenas da família.
Investigadores disseram que três líderes da facção ordenaram o crime porque o policial estava em uma região controlada pelo tráfico de drogas.
Casamento marcado para dois dias depois
Quatro pessoas foram presas por suspeita de ligação com a morte do policial. Segundo a polícia, cada uma teve um papel diferente no crime. As defesas dos presos não foram localizadas para comentar.
Ainda não foram encontrados os dois homens que teriam torturado e matado o policial.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) lamentou a morte e disse que as investigações continuam para encontrar e responsabilizar todos os envolvidos.
Fabrício tinha casamento civil marcado para dois dias após o crime. Ele estava de férias e visitava o pai e o filho, que moram perto da Estrada do M’Boi Mirim.
Santana desapareceu na noite de quarta-feira, 7, na zona sul de São Paulo. O carro dele foi queimado e encontrado no dia seguinte em Itapecerica da Serra, na região metropolitana.
O que aconteceu
O caso começou após uma briga entre Santana e um homem em um bar, identificado pela polícia como Dioclécio Moraes. O conflito aconteceu porque Santana repreendeu Moraes por usar droga no local, o que ele achou desrespeitoso. Moraes pediu desculpas no início, mas depois procurou criminosos locais.
Dioclécio Moraes foi preso por suspeita de incentivar o assassinato. Outro homem preso, Isaque Duarte da Silva, ajudou a levar Fabrício até os criminosos, colaborando assim com o crime.
Segundo a polícia, houve um julgamento rápido no local e Fabrício foi condenado à morte por ser policial e estar na área controlada pelo crime.
Gleison Dias é suspeito de ajudar o crime ao transportar combustível usado para queimar o carro do policial. André Colombo, caseiro do sítio onde o corpo foi achado, foi preso temporariamente, informou a SSP.
Os homens que realmente executaram Fabrício e roubaram sua arma ainda estão foragidos.
Policiais e cães farejadores chegaram ao local onde o corpo estava após uma denúncia anônima. O corpo foi examinado na perícia e confirmado por impressões digitais, conforme informou a SSP-SP.
A Polícia Civil segue investigando para entender melhor o crime e confirmar os fatos.
Estadão Conteúdo
