Nossa rede

Aconteceu

PCC no DF ameaçou juíza e tentou alugar imóveis nos Lagos Sul e Norte

Publicado

dia

Operação da Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra uma célula da facção criminosa que age no DF

Delegados Guilherme Melo (E) e Leonardo de Castro (D), responsáveis pela operação
(foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu oito mandados de prisão preventiva, na manhã desta terça-feira (7/2), durante operação que busca desarticular uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que age em Brasília. Os oito acusados já cumprem pena na Penitenciária Federal local e as novas prisões devem evitar que eles ganhem liberdade.
A ação, batizada de Operação Guardiã 61, também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Taguatinga e Jardins Mangueiral, tendo como alvo advogados que dão suporte ao grupo criminoso. Esses suspeitos, segundo as investigações, costumam ser chamados de “gravatas” pelos membros do grupo.
Ao todo, 14 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão foram expedidos. Três criminosos são considerados foragidos, e outros três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão serão executados, nos próximos dias, em outros estados.

Imóveis para apoio

Segundo o delegado Leonardo de Castro, da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), as investigações duraram um ano e começaram após uma juíza do DF ser ameaçada por meio de um “catatau” (bilhete, na linguagem da facção).
A partir de então, investigadores identificaram a origem do recado e descobriram advogados que dão suporte jurídico e pessoal aos integrantes da facção. Uma das formas de apoio ocorre por meio do aluguel de imóveis que servem à facção. Foi apreendido um contrato de aluguel em Taguatinga e há evidências de que os criminosos sondaram casas no Lago Sul, Lago Norte e Jardim Botânico.
Os locais serviriam como base para integrantes da facção e como residência para parentes de líderes. “Foi observado um mapeamento das regiões do DF. As casas de apoio são escolhidas levando em conta a proximidade do presídio e a capacidade para não gerar suspeitas. Foram escolhidas não por acaso. O poder econômico dessa organização é muito grande e lhes permite selecionar esse tipo de endereço fora de qualquer suspeita”, diz o delegado Guilherme Melo, da Divisão de Repressão a Facções Criminosas (Difac).

Ação coordenada

A operação desta terça-feira (7/1) foi realizada, em conjunto, pela Cecor e pela Difac, que contaram com o apoio do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (Nupri/MPDFT) e da Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe). Ao todo, 120 policiais participaram da ação.

Segundo a PCDF, a organização é responsável por crimes como roubos, tráfico de drogas e ameaças a autoridades, com o objetivo de consolidar as atividades do PCC na capital federal e se aproximar de líderes transferidos para o presídio federal do DF, no início de 2019.
Ainda de acordo com os investigadores, a célula da facção é composta por, pelo menos 30 integrantes, dos quais parte da alta cúpula cumpre pena em Brasília.
Comentário

Aconteceu

Preso suspeito de matar Larissa, que teve o corpo encontrado em igreja

Publicado

dia

A jovem foi morta no interior da Igreja Tenda da Libertação, na Candangolândia. Caso é investigado como feminicídio pela 11ª DP

Larissa Francisco Maciel: vítima do primeiro assassinato investigado como feminicídio no DF em 2020
(foto: Arquivo pessoal)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente um homem suspeito de cometer o primeiro feminicídio em 2020 do DF. O detido é apontado como autor do assassinato de Larissa Francisco Maciel, 23 anos.

A jovem foi morta no interior da Igreja Tenda da Libertação, na Candangolândia, no dia 6. O caso é investigado pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), que efetuou a prisão do acusado na quarta-feira (15/1). A polícia dará mais detalhes sobre o suspeito à imprensa nesta quinta-feira (16/1) à tarde.

De acordo com fontes da corporação, apuração preliminar do Instituto de Medicina Legal (IML) indica que a jovem morreu por esganadura. Não foram encontrados sinais de violência sexual no corpo, apesar de a vítima ter tido as roupas queimadas. Porém, o laudo cadavérico que confirmará essas primeiras impressões ficará pronto em até 30 dias.

No dia 7, o corpo de Larissa foi levado para Cabeceiras (MG), onde foi sepultado. Apesar de a jovem ser brasiliense, parte dos familiares dela vive no município mineiro.

Por que feminicídio?

A Polícia Civil apura o crime como feminicídio em decorrência do protocolo da insitutição, segundo o qual todo assassinato violento de mulher no DF seja tratado, inicialmente, como morte em decorrência da discriminação de gênero. Ao longo da investigação, a hipótese será confirmada ou descartada.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Distrito Federal registrou 33 feminicídios em 2019. O número é 17% maior do que o de 2018, quando 28 casos foram tipificados como tal.

Além disso, a quantidade de ocorrências do ano passado é a maior desde 2015, em que mortes de mulheres por questões de gênero passaram a ser consideradas um qualificador para o homicídio.

Por meio de nota oficial, a SSP salientou que, em maio do ano passado, iniciou campanha de incentivo para que a população denuncie casos de violência. A pasta acrescemtou que, em 2017, assinou contrato com uma empresa para o fornecimento de até 6 mil dispositivos de monitoração. “Desde então, as tornozeleiras eletrônicas tornaram-se uma alternativa para prevenir casos de violência doméstica e de feminicídio, além de atender a outras demandas judiciais, como medida cautelar e prisão provisória”, destacou o texto.

Em 2019, casos de violência contra mulheres marcaram o ano na capital. Entre eles, os feminicídios de Genir Pereira de Sousa, 47, e Letícia Sousa Curado de Melo, 26, mortas pelo cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41, em junho e agosto, respectivamente. O assassino confesso se passava por motorista de transporte pirata para atrair as vítimas. Quando elas aceitavam a corrida, ele as levava para regiões abandonadas da cidade, as matava e descartava o corpo. Além das mortes, Marinésio é investigado por abusar de outras mulheres.

Para saber mais

Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.

Fonte: Agência Patrícia Galvão

Onde pedir ajuda

» Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência

Presidência da República / Telefone: 180 (disque-denúncia);

» Centro de Atendimento à Mulher (Ceam) / De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h / Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia e Planaltina;

» Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) /

Entrequadra 204/205 Sul, Asa Sul / (61) 3207-6172;

» Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos / Telefone: 100;

» Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid)

da Polícia Militar / (61) 3910-1349 ou (61) 3910-1350

Ver mais

Aconteceu

Morre idosa que era vítima de maus-tratos em Taguatinga

Publicado

dia

A Polícia Civil investiga se a morte decorreu do abandono ou se foi causa natural, já que ela vivia em estado vegetativo há 10 anos

(foto: Divulgação/PCDF)

A idosa de 69 anos que sofria maus-tratos em Taguatinga Sul, morreu na manhã desta quinta-feira (16/1). A confirmação foi feita pela Polícia Civil. A mulher foi levada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) após a denúncia do médico chefe da equipe do Núcleo de Atendimento Domiciliar (NRAD) da unidade de saúde. Ela estava sem os dentes e desnutrida.

A Polícia Civil investiga se a morte decorreu do abandono ou se foi causa natural, já que ela vivia em estado vegetativo há 10 anos. Na última terça-feira (14/1), a responsável pela idosa, a filha dela, Flávia Cristina Marçal, 38, prestou depoimento em que contou que, como a mãe era alimentada por sonda, não tinha muitos gastos com ela. Disse ainda que quando a mãe sofreu o acidente que a deixou em estado vegetativo, ela abriu mão do ensino superior para cuidar da idosa.

A filha da vítima foi autuada por omissão de socorro, exposição ao perigo e apropriação de bens, já que ela é acusada de usar a aposentadoria da mãe, no valor de R$ 3.900. Em seguida, ela pagou uma fiança de R$ 2.500 e foi liberada.

Assim que receberam a denúncia, policiais da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa, ou com Deficiência (Decrin) foram até o endereço da idosa e a encontraram acamada. Ela usava apenas uma fralda suja de fezes e urina e estava coberta com um lençol velho. No corpo dela, haviam várias feridas abertas. Uma delas com exposição do pulmão. No HRT, ela precisou passar por uma cirurgia devido à gravidade da ferida.
De acordo com a delegada-chefe da Decrin, Angela Maria dos Santos, ainda não é possível confirmar que a morte foi causada pelos maus-tratos. ”Precisamos do laudo para dar uma resposta mais precisa. Como ela viveu em estado vegetativo por 10 anos, não podemos confirmar nada por enquanto. Estamos investigando”, disse.
Ver mais

Aconteceu

Copeiras e funcionários da cozinha de hospitais do DF começam paralisação

Publicado

dia

Terceirizados da Sanoli, empresa que cuida da alimentação em parte da saúde pública do DF, não receberam o pagamento em janeiro. 70% da equipe de funcionários da cozinha em 6 hospitais fazem paralisação

O Hospital Materno Infantil (HMIB), na Asa Sul, é um dos locais em que os funcionários paralisaram as atividades devido à falta de pagamento. De acordo com a Secretaria de Saúde, o protesto não afeta serviços da unidade
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Copeiras e funcionários de cozinha da Sanoli, empresa que presta serviços de alimentação a hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) da rede pública do Distrito Federal, começaram uma uma paralisação nesta quarta-feira (15/1) por não terem recebido salários em janeiro. O pagamento, referente ao trabalhado em dezembro, deveria ter sido efetuado no dia 5, mas ainda não caiu na conta dos trabalhadores. Devido ao atraso, 70% dos empregados de seis hospitais começaram o protesto e só devem voltar quando os salários forem pagos.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Refeições Coletivas, Refeições Convênio, Refeições a Bordo de Aeronaves de Brasília (SINTERC-DF), que atende a categoria, informou que hospitais regionais da Asa Norte, Asa Sul, Ceilândia, Gama e Guará estão com apenas 30% dos funcionários da alimentação trabalhando. A manutenção de parte do quadro cumpre a legislação em manter o serviço alimentício para pacientes e acompanhantes.
De acordo com comunicado divulgado pela diretoria da Sanoli, a falta de pagamentos da folha de dezembro ocorreu pelo “esgotamento da capacidade financeira” da empresa. A ausência de recursos estaria relcionada a atrasos em repasses da Secretaria de Saúde do Distrito Federal nos últimos anos.

“O não recebimento de valores, alguns devidos desde 2014 pela SES/DF, levou ao esgotamento de nossa capacidade financeira, razão pela qual não conseguimos pagar a folha salarial dos nossos colaboradores. Viemos alertando a SES/DF por reiteiradas correspondências sobre a gravidade do momento, bem como risco de falta de gêneros alimentícios e de pessoal”, diz trecho da nota compartilhada pela assessoria.
A Secretaria de Saúde, por sua vez, declarou que está dentro do prazo de pagamento à Sanoli, e que não houve atrasos por parte da pasta. A assessoria disse ainda que as refeições estão sendo servidas normalmente nos hospitais. “A nota referente aos serviços prestados em dezembro foi entregue pela empresa há 10 dias. De acordo com o contrato, o prazo para a Secretaria de Saúde efetuar o pagamento é de 30 dias após a apresentação da nota”, informou a pasta ao Correio.
Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade