São Paulo, SP (UOL/FOLHAPRESS)
Um homem de 46 anos, que era pastor e tinha sido condenado por abuso sexual de uma menor, foi assassinado a tiros em uma praça no centro da cidade de Juara, Mato Grosso, na tarde de terça-feira (27).
O que aconteceu
O pastor, identificado como Altair da Silva Santos, foi atingido por três tiros no rosto. Dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram os disparos, fugindo em seguida. A informação foi confirmada pela Polícia Militar do Mato Grosso.
Equipes policiais e socorristas foram acionadas, mas o homem morreu no local. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e depois liberado para o sepultamento.
Altair estava em regime semiaberto e cumpria pena por abusar de uma menina de 11 anos, filha de uma funcionária da igreja onde ele era pastor. Ele foi preso em 2023 e condenado a 12 anos de prisão em julho de 2024.
No momento do crime, ele estava realizando serviços comunitários para a prefeitura de Juara, por meio da Fundação Nova Chance. Nem a prefeitura nem a fundação comentaram sobre a morte.
Após o ataque, os suspeitos fugiram pela Avenida José Alves Bezerra. Até o momento, eles não foram identificados nem localizados.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa do Mato Grosso investiga o caso, mas até agora não sabe a motivação do assassinato.
Como denunciar violência sexual
Quem sofre violência sexual não precisa registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. Porém, para fazer o exame de corpo de delito, que ajuda na investigação, o boletim é necessário. Esse exame pode ser feito a qualquer tempo, mas é recomendado que seja feito o mais rápido possível após o crime.
Em casos de emergência, disque 190 para chamar a Polícia Militar. O número 180 também recebe denúncias de violência doméstica e violência sexual que não estejam em flagrante, além de orientar as vítimas e encaminhar serviços de apoio. O serviço pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Vítimas podem também procurar hospitais com ginecologia e obstetrícia para tratamento, prevenção de infecções e apoio psicológico. Nem todos os hospitais oferecem esses serviços, então é importante buscar locais preparados para atender vítimas de abuso.
