O secretário-geral do Partido Democrata Europeu, Sandro Gozi, fez um forte apelo pela soberania do Brasil e criticou as ações do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, na política brasileira.
Em uma postagem nas redes sociais no dia 29 de setembro, Gozi destacou que a democracia do Brasil deve ser protegida contra influências externas e que os brasileiros têm o direito de escolher seu próprio caminho político.
Segundo ele, o Brasil não pertence a nenhum país e sua democracia não pode ser vendida ou comprometida. O político italiano apontou uma combinação de pressão política dos EUA, medidas econômicas e o envolvimento de grupos ligados ao movimento “Make America Great Again” (MAGA) como interferência nas decisões democráticas brasileiras.
Gozi ressaltou ainda a importância de garantir a autonomia das instituições democráticas brasileiras, frisando que suas posições não visam apoiar um candidato específico, mas defender o direito do povo brasileiro de decidir seu futuro.
Ele também mencionou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, que expressou preocupação com a possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras, comentando sobre a tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros, chamada por Newsom de “tarifa Bolsonaro”.
Além disso, o deputado europeu criticou o presidente da Argentina, Javier Milei, por se envolver no debate político do Brasil, ressaltando que a participação de líderes estrangeiros nas eleições de outros países ameaça a soberania nacional.
O político destacou que instituições brasileiras, como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), já alertaram sobre o risco de influência externa nas próximas eleições presidenciais, classificando essa ameaça como de elevado nível de criticidade.
Documentos apontam que o governo Trump busca reduzir a influência de potências rivais na América Latina e controlar importantes ativos naturais e infraestruturas na região, favorecendo interesses dos EUA ou de capital privado norte-americano.
Gozi finalizou seu pronunciamento reforçando a defesa da autonomia política do Brasil: “Respeitem o Brasil, respeitem sua democracia e deixem que os brasileiros decidam seu destino”.

