O Papa Leão XIV conduziu nesta sexta-feira a tradicional Via-Sacra no Coliseu, em Roma. A cerimônia, que acontece todas as Sextas-Feiras Santas, retrata o caminho de Jesus Cristo desde a condenação até o sepultamento, por meio da encenação das 14 estações da cruz, todas lideradas pelo pontífice.
Esta é a primeira celebração da Semana Santa sob a liderança do Papa Leão XIV à frente da Igreja Católica. Durante o evento, o Papa carregou a cruz ao longo do percurso simbólico e presidiu o rito.
As meditações deste ano foram escritas pelo frei Francesco Patton, antigo custódio da Terra Santa. Seus textos integram os relatos bíblicos com a realidade atual, destacando temas como o abuso de poder.
Ao final de cada estação, são feitas orações dedicadas a crianças, órfãos, mulheres e outros grupos em situação de vulnerabilidade.
Patton enfatizou que, assim como nos tempos de Jesus, ainda existem líderes que acreditam ter autoridade ilimitada, o que pode levar a guerras e opressões. O diálogo entre Jesus e Pôncio Pilatos na primeira estação evidencia o contraste entre o poder humano baseado na força e o poder de Cristo fundamentado no amor, perdão e responsabilidade moral.
Tradição no Coliseu
Realizada no Anfiteatro Flávio, a Via-Sacra no Coliseu representa o caminho até o Gólgota, local fora dos muros de Jerusalém onde Jesus foi crucificado. O evento é um momento importante que une fé, tradição e reflexão atualizada.
Conexão entre passado e presente
As estações também conectam personagens bíblicos a figuras contemporâneas. Por exemplo, Simão de Cirene é associado a voluntários que ajudam pessoas vulneráveis, enquanto Verônica e as mulheres de Jerusalém simbolizam aqueles que acolhem vítimas de violência, guerra e desigualdade.
As reflexões abrangem ainda mães que perdem filhos em conflitos, refugiados, prisioneiros políticos e vítimas de crises humanitárias, mostrando a atualidade da celebração religiosa.

