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sexta-feira, 03/04/2026

Papa Leão XIV guia a cruz nas 14 estações da Via-Sacra

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O Papa Leão XIV conduziu nesta sexta-feira, dia 4 de abril, a tradicional Via-Sacra no Coliseu, em Roma. A cerimônia relembra o caminho de Jesus Cristo desde a condenação até o sepultamento, com o líder da Igreja Católica carregando a cruz pelas 14 estações.

Ao concluir a última estação, o Papa Leão XIV apresentou a cruz ao público presente e concedeu uma bênção aos fiéis, incentivando-os a viverem uma trajetória de amor, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis.

Ele finalizou a celebração com a bênção tradicional: “O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.”

Esta foi a primeira Semana Santa sob a liderança do Papa Leão XIV. Neste ano, ele conduziu pessoalmente a cruz por todas as estações, marcando sua dedicação ao evento.

As meditações foram preparadas por frei Francesco Patton, ex-custódio da Terra Santa, e são inspiradas na espiritualidade de São Francisco de Assis. Os textos aproximam as passagens bíblicas da realidade atual e destacam preces por grupos vulneráveis como crianças, órfãos e mulheres.

Um dos temas centrais da Via-Sacra de 2026 foi a crítica ao abuso de poder. As reflexões destacaram que ainda existem líderes que se acham com autoridade ilimitada, capazes de iniciar conflitos ou dominar pessoas. O confronto entre o poder terreno e o poder de Cristo aparece logo na primeira estação, no diálogo entre Jesus e Pôncio Pilatos.

Tradição e fé no Coliseu

A Via-Sacra aconteceu no Anfiteatro Flávio, conhecido como Coliseu, simbolizando o caminho até o Gólgota, colina onde Jesus foi crucificado. Este evento une fé, tradição e convidam à reflexão, sendo um dos momentos mais importantes da Sexta-Feira Santa para os católicos.

Atualização da mensagem cristã

Durante as estações, personagens bíblicos foram relacionados a pessoas de hoje. Por exemplo, Simão de Cirene foi comparado a voluntários que ajudam os necessitados, enquanto Verônica e as mulheres de Jerusalém representam aqueles que acolhem vítimas de violência e injustiça.

As reflexões também mencionaram mães que perderam filhos em guerras, refugiados, presos políticos e pessoas afetadas por crises humanitárias, reforçando o chamado à compaixão e à solidariedade.

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