O gesto do pai da advogada Agostina Páez, ré por injúria racial no Rio de Janeiro, voltou a chamar atenção na Argentina neste sábado (4/4). Mariano Páez foi gravado imitando um macaco em um bar na cidade de Santiago del Estero, sua cidade natal.
O jornal El Clarín destacou o caso com a frase: “provocação de um pai que não aprendeu com os erros (da filha)”. Já o diário La Nación classificou o episódio como um “escândalo sem fim” e deu ampla divulgação ao gesto de Mariano Páez.
Agostina Páez usou suas redes sociais para se posicionar sobre o ocorrido. Ela afirmou que reconhece seus erros e assumiu a responsabilidade por suas atitudes, mas ressaltou que não pode ser responsabilizada pelos atos do pai: “Eu assumo o que é meu. Reconheci meus erros, pedi desculpa e enfrentei as consequências, mas só posso responder pelas minhas próprias ações”, disse.
Além disso, Stefany Gysel Budan, namorada de Mariano, explicou que o gesto aconteceu após uma discussão dele com outra pessoa. Ela afirmou que ele estava sob efeito de álcool e não estava em condições de responder pelos seus atos.
Agostina Páez deixou o Brasil na última quarta-feira (1/4) depois de pagar uma caução de R$ 97 mil, o equivalente a 60 salários mínimos. Na segunda-feira (30/3), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou as medidas cautelares contra ela, que já voltou para a Argentina.
O valor pago pela advogada funciona como garantia para o pagamento de multa e reparação de danos às três pessoas vítimas de injúria racial em um bar localizado em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.
O desembargador Luciano Silva Barreto também determinou que Agostina Páez mantenha seu endereço e contato atualizados junto à Justiça brasileira.

