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sexta-feira, 03/04/2026

Pai de argentina ré por injúria repete gestos racistas

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Na madrugada desta sexta-feira, Mariano Páez, pai da advogada argentina Agostina Páez, foi gravado fazendo gestos racistas semelhantes aos que levaram a filha a responder por injúria racial no Brasil. O incidente ocorreu em um bar na cidade de Santiago del Estero, local de origem da advogada.

De acordo com o que informou o jornal El Clarín, Mariano Páez imitou um macaco, o que causou revolta nas redes sociais. Nas imagens que circulam, ele afirma ter pago a fiança de R$ 97 mil que permitiu que Agostina retornasse à Argentina para responder ao processo fora do Brasil.

No vídeo, o empresário declara: “Asco do Estado. Eu não vivo de política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco (sic)”.

Em entrevista ao programa LN+, Mariano Páez alegou que o vídeo poderia ter sido criado por inteligência artificial e afirmou ter sido chantageado para pagar 5 milhões de pesos para que as imagens não fossem divulgadas, sem revelar a origem dessa chantagem. Ele confirmou ter estado no bar e reconheceu as pessoas que aparecem na gravação, negando ser agiota ou traficante.

Por sua vez, Agostina Páez repudiou as ações do pai e declarou em suas redes sociais que não tem relação com o comportamento dele. Ela disse: “Reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas somente posso responder pelos meus próprios atos. Hoje estou focada em me reconstruir”.

A advogada ainda lamentou a situação: “Esse pesadelo não acaba nunca. Que horror”.

Relembre o Caso

Em 14 de janeiro, em um bar da Zona Sul do Rio de Janeiro, Agostina Páez foi filmada fazendo gestos racistas contra funcionários do local durante uma discussão sobre uma conta.

A Polícia Civil informou que após o episódio, a Justiça determinou a apreensão do passaporte da turista e que ela passasse a usar tornozeleira eletrônica.

Agostina Páez foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelo crime de racismo, e a Justiça aceitou a denúncia, decretando sua prisão preventiva em 5 de fevereiro, medida que foi revogada dias depois.

Um mês após o ocorrido, a advogada publicou um vídeo pedindo desculpas pelos atos cometidos.

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