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sábado, 30/08/2025

Pai afirma que Zambelli está sem remédios na prisão e muito frágil

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Roma – A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em um país europeu desde a última terça-feira (29/7), encontra-se sem seus medicamentos na prisão e muito debilitada, conforme relato de seu pai, João Hélio Salgado, em entrevista ao Metrópoles. Segundo o pai, a parlamentar sofre de desmaios e terá audiência de custódia nesta sexta-feira (1º/8).

João Hélio, que estava ao lado da filha no momento da detenção, demonstra preocupação e afirma não ter conseguido contato até o momento, embora mantenha a esperança de visitá-la.

A detenção da deputada ocorreu em Roma, na Itália, e foi divulgada pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que comunicou às autoridades o local onde Zambelli estava hospedada. O Ministério da Justiça brasileiro confirmou a notícia.

Apurou-se que a parlamentar deixou o Brasil no dia 25 de maio, pouco depois de ser condenada pela Suprema Corte, viajando por via terrestre pela fronteira com a Argentina na região de Foz do Iguaçu (PR). Ela seguiu de carro até Buenos Aires e depois embarcou para um destino fora da América do Sul.

Zambelli foi sentenciada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de maio deste ano, a 10 anos e 8 meses de prisão. A decisão judicial considerou sua participação nos ataques aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, além da inserção de documentos falsos na plataforma.

A sentença inclui ainda o pagamento de uma indenização de R$ 2 milhões, que deve ser quitada conjuntamente por Zambelli e pelo hacker Walter Delgatti Neto, ambos considerados culpados pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Mandato sob risco

Além da pena de prisão, o STF determinou que Carla Zambelli perderá seu mandato parlamentar, medida esta que será aplicada apenas após o trânsito em julgado do processo, quando não for mais possível recorrer.

Apesar da condenação, os advogados de Zambelli recorreram contra a decisão da Primeira Turma do STF, alegando cerceamento de defesa, pois não tiveram acesso completo às provas relevantes, como cerca de 700 gigabytes de dados armazenados na plataforma ‘mega.io’. No entanto, a equipe jurídica da deputada desistiu do caso após sua saída do Brasil.

Após a confirmação da sua permanência no exterior, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a prisão preventiva da deputada, justificando que as ações dela e de Walter Delgatti colocaram em risco a segurança do Poder Judiciário e a integridade dos sistemas da Justiça no Brasil.

O pedido foi aceito pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ordenou que Zambelli fosse incluída na lista de procurados da Interpol, por meio da difusão vermelha.

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