O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, repudiou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e colocou à disposição os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender possíveis feridos no país vizinho devido à ação norte-americana. A declaração foi publicada neste sábado (3/1) na plataforma X.
“Nós, do Ministério da Saúde, sempre buscamos e trabalhamos para a paz”, afirmou Padilha. “Nenhum conflito justifica o uso de bombardeios”.
Segundo o ministro, o Brasil, por meio do SUS, já vinha lidando com os efeitos da crise venezuelana, especialmente no estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela.
“Desde o começo das operações militares próximas ao país vizinho, reforçamos a estrutura da Agência do SUS, mobilizamos a Força Nacional do SUS e equipes de Saúde Indígena para minimizar os impactos do conflito na saúde pública brasileira. Que a paz prevaleça! Enquanto isso, estaremos prontos para cuidar de quem necessitar, em território brasileiro”, destacou Padilha.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que tropas norte-americanas bombardearam a Venezuela. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, teriam deixado o país. O paradeiro do sucessor político de Hugo Chávez ainda é incerto.
O ataque norte-americano ocorre após meses de ameaças e pressões militares na América Latina e Caribe, sob a alegação de combater o tráfico de drogas. Contudo, até o momento, Washington não apresentou provas concretas que comprovem o envolvimento de Maduro com o narcotráfico.

