Alexandre Padilha, ministro da Saúde, participou nesta quarta-feira (24) do Fórum de Mulheres na Saúde no Rio de Janeiro, onde reforçou o compromisso do governo em priorizar a saúde feminina no SUS.
Ele ressaltou a importância dos fóruns estaduais e nacionais para fortalecer as ações voltadas à saúde da mulher, destacando o papel fundamental do SUS no combate à violência doméstica. Profissionais da saúde devem notificar compulsoriamente esses casos, e o governo solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID).
Durante o evento, Padilha destacou a distribuição gratuita do implante anticoncepcional Implanon no SUS, um avanço importante para garantir os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Ele explicou que essa medida facilita o planejamento familiar e ajuda a reduzir a gravidez na adolescência, uma causa significativa de mortalidade materna.
Os fóruns promovem a participação social para criar políticas públicas mais justas e eficientes para a saúde feminina, tendo em conta as diversas realidades das mulheres no Brasil. Eliane Cruz, chefe de gabinete do Ministério da Saúde, afirmou que o diálogo com a sociedade aumenta a transparência e a inclusão no processo de tomada de decisões.
Temas prioritários como saúde sexual e reprodutiva, atenção no parto e pós-parto, menopausa, saúde menstrual, violência de gênero, saúde mental e prevenção de cânceres femininos foram discutidos para a elaboração de propostas que melhorem os serviços públicos de saúde.
Algumas conquistas do Ministério da Saúde incluem o Programa Dignidade Menstrual, que distribuiu mais de 422 milhões de absorventes para 2,8 milhões de mulheres e meninas, a Rede Alyne para cuidados maternos e infantis, Salas Lilás para vítimas de violência, e a ampliação do acesso ao Implanon, com previsão de distribuir 1,8 milhão de unidades até 2026.
Outras ações anunciadas para o mês da mulher são teleatendimento em saúde mental, reconstrução dentária para vítimas de violência e o maior mutirão de saúde da mulher já realizado pelo SUS, que atendeu 230 mil mulheres em um só dia para cirurgias e exames.
O Fórum de Mulheres na Saúde seguirá por diversos estados do país após passar por Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, visitando outros locais como Piauí, São Paulo, Roraima, Alagoas, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná.

