Alexandre Padilha, ministro da Saúde, participou nesta quarta-feira (28) de um painel na Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas, realizada na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. O encontro contou com a presença de representantes de governos, organizações internacionais e instituições para discutir maneiras de fortalecer a atenção básica nos sistemas de saúde da região.
Padilha participou do painel sobre ‘Governança, financiamento e fortalecimento dos sistemas de saúde’, que tratou de recomendações da Comissão Regional da revista The Lancet para as Américas. A discussão ressaltou como reforçar a atenção primária ajuda os sistemas de saúde a enfrentarem desafios como o envelhecimento da população, mudanças nas doenças predominantes, alterações climáticas e os impactos da pandemia de Covid-19.
Segundo o ministro, “A Atenção Primária à Saúde vai além de ser a entrada do sistema. Ela é fundamental para coordenar o cuidado, promover a justiça social e diminuir desigualdades. É onde se criam relações de confiança entre a população e os profissionais de saúde.”
Pesquisas apresentadas durante o evento mostram que sistemas com atenção primária forte reduzem desperdícios, protegem financeiramente a população e facilitam a integração de políticas que cuidam dos fatores sociais que influenciam a saúde. Elementos como boa gestão, financiamento contínuo e valorização dos profissionais são fundamentais para obter bons resultados na saúde.
Padilha destacou, “Diante das mudanças demográficas e climáticas, investir em uma Atenção Primária integrada e forte é garantir o direito à saúde e a resistência dos sistemas de saúde.”
No evento, o ministro assinou a Carta de Intenções entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Esse documento reforça a Atenção Primária como a base para sistemas de saúde justos e resistentes nas Américas. O acordo cria compromissos para fortalecer a cooperação técnica, o diálogo regional, o alinhamento das políticas e a colaboração com instituições financeiras internacionais.
“Temos certeza de que fortalecer a Atenção Primária é essencial para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para diminuir desigualdades na região, impactando positivamente a vida das pessoas”, avaliou Padilha.
Além disso, Padilha formalizou um Acordo de Cooperação Técnica com a FGV, válido por cinco anos. O acordo promove estudos, pesquisas práticas, treinamentos, eventos técnicos e ações de apoio ao SUS.
Para o ministro, esta parceria aproxima a gestão pública da produção científica, fundamental para enfrentar os desafios do sistema de saúde. O foco do acordo está em qualificar a gestão, gerar evidências para as políticas públicas e fortalecer a governança.
“É uma grande satisfação firmar essa parceria com a FGV, que já contribui com avaliações importantes e agora amplia essa cooperação com maior peso institucional, permitindo que diferentes áreas do governo e do Ministério da Saúde trabalhem juntas para encontrar as melhores soluções, baseadas na ciência, para os desafios do SUS”, concluiu Padilha.
