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domingo, 31/08/2025

Pacote contra tarifas é bom, mas ainda falta

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Em Brasília

FERNANDA BRIGATTI e LEONARDO VIECELI

SÃO PAULO, SP e RIO DE JANEIRO, RJ – Empresas atingidas pelas tarifas americanas elogiam plano do governo Lula anunciado na quarta-feira (13), mas pedem medidas adicionais e mais negociação para reduzir a sobretaxa de 50% imposta por Donald Trump.

O apoio do governo inclui uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões, adiamento de impostos federais, aumento na devolução de créditos tributários e mudanças em garantias para facilitar a busca de novos mercados.

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) diz que o plano é um avanço, mas reclama que não alcança todos os produtores, especialmente os pequenos que vendem para exportadoras. Eles podem ficar sem apoio e sofrer perdas de renda.

Manga, uva e açaí são principais frutas brasileiras exportadas para os EUA. A Abrafrutas continuará pressionando o governo e o Congresso para conseguir acabar com a taxação.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) vê o plano como um primeiro passo e pede rapidez na implementação para que pequenas e médias empresas sejam atendidas rapidamente.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apoia o diálogo com o setor privado dos EUA e continuará sugerindo formas de fortalecer a indústria nacional.

Para a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o foco deve ser retomar negociações com o governo dos EUA, evitando declarações agressivas e buscando acordos responsáveis.

No setor de calçados, programas como Reintegra e o crédito para exportação foram destacados, mas a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com presidente Haroldo Ferreira, espera novas ações para preservar empregos, já que o setor usa muita mão de obra.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), com presidente Ricardo Alban, aprovou as medidas e considera importante priorizar negociações e tomar mais providências se necessário.

Setores como café, pescados e madeira ainda analisam a medida provisória para checar se as ações atendem suas demandas.

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