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sexta-feira, 03/04/2026

Pacientes com bolsa de colostomia recebem apoio para retomar vida normal

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A adaptação a mudanças corporais após cirurgias pode ser desafiadora para muitos pacientes. No Hospital de Base do Distrito Federal, a especialidade da enfermagem chamada estomaterapia oferece um suporte fundamental para pacientes que utilizam bolsa de colostomia e aqueles com feridas complexas, promovendo orientação técnica e acolhimento.

Vandelice Santos de Santana, 66 anos, aposentada, compartilha sua experiência após ser diagnosticada com câncer colorretal e precisar usar a bolsa de colostomia. “No começo, eu não conseguia nem olhar para ela. Meu filho que colocava para mim”, relembra.

A bolsa de colostomia é um dispositivo que auxilia na coleta de resíduos através de uma abertura feita cirurgicamente no abdômen, necessária quando o intestino ou ânus deixam de funcionar normalmente. O estomaterapeuta, profissional especializado em cuidados com estomas, feridas e incontinências, desempenha papel essencial na prevenção de complicações, garantindo a segurança e qualidade de vida dos pacientes.

No Hospital de Base, a enfermeira estomaterapeuta Alexandra Lino lidera esse atendimento especializado. Ela conta que se especializou para oferecer um cuidado mais aprofundado em situações de alta complexidade, destacando a importância do suporte emocional para que o paciente supere as dificuldades da adaptação.

“O cuidado em si é simples, mas a bolsa de colostomia transforma a vida do paciente, impactando seu psicológico”, explica Alexandra. Em 2025, a unidade realizou mais de 2,5 mil atendimentos relacionados ao cuidado com estomas, ajudando muitos a manejar seus tratamentos com autonomia, enquanto outros recebem acompanhamento mais próximo para lidar com desafios específicos.

Além do manejo da bolsa de colostomia, a estomaterapia também oferece suporte no tratamento de feridas complexas e incontinências, acelerando a recuperação e proporcionando maior conforto. É o caso de André Luiz Nagashima Silva, 41 anos, que acompanha a cicatrização após a amputação parcial do pé devido a uma complicação de bolha.

O suporte recebido é visto como um diferencial que reconforta e prepara os pacientes para a rotina diária. “O atendimento de qualidade e o acompanhamento constante fazem toda a diferença na minha recuperação”, afirma André.

O Hospital de Base garante um acompanhamento integrado, voltado para pacientes já em tratamento na unidade, fortalecendo o caminho para a recuperação e adaptação. A atuação da estomaterapia é um exemplo de como a combinação de técnica e acolhimento contribui para transformar a experiência dos pacientes, mostrando que eles não estão sozinhos nessa jornada.

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