O ouro terminou o dia em alta, impulsionado pela queda no preço do petróleo e na redução dos rendimentos dos Treasuries, o que ajuda a diminuir a pressão inflacionária e favorece o metal precioso. No entanto, as expectativas de uma política monetária mais rígida pelo Federal Reserve (Fed) continuam limitando o crescimento dos preços do ouro. Ao mesmo tempo, preocupações fiscais, especialmente na Europa, fortalecem a atração do ouro como um investimento seguro.
Na bolsa Comex, em Nova York, o ouro para dezembro fechou com alta de 0,73%, cotado a US$ 1.787,10 por onça-troy. Já a prata para o mesmo período subiu 0,47%, chegando a US$ 61,58 por onça-troy.
Segundo o Commerzbank, “o ouro tem se mantido estável por enquanto, pois as preocupações com aumentos rápidos das taxas de juros nos Estados Unidos diminuíram recentemente. O suporte vem dos investidores em ETFs, que mantêm sua participação sem reduzir suas aplicações”.
Em recente conferência da London Bullion Market Association (LBMA), o vice-presidente do Banco da Itália, Sergio Nicoletti Altimari, destacou que o ouro provou ser um ativo seguro nos últimos anos.
O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, reforçou que, apesar de os títulos de renda fixa terem se tornado mais atraentes após a alta recente dos juros, as tensões geopolíticas e os altos níveis de dívida tornam a diversificação com ouro muito importante.
A consultoria Metals Focus é otimista e prevê que os preços do ouro poderão atingir novos recordes em 2027, baseando-se no aumento esperado do interesse dos investidores no médio prazo.
