Aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, reconhecem que a divulgação de diálogos e áudios entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro pode trazer dificuldades para a campanha e afetar os votos do parlamentar.
Próximos ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, também do PL, acreditam que é importante agir com cautela para entender a real dimensão dos prejuízos causados por essas informações na disputa presidencial.
De forma reservada, os aliados de Flávio afirmam que as conversas aconteceram em âmbito privado e não têm relação com as funções dele como parlamentar. Eles dizem estar surpresos com a divulgação e ressaltam que não há ilegalidade na busca de recursos para projetos pessoais.
Flávio declarou ter conhecido Daniel Vorcaro em 2024, ano em que ainda não havia acusações públicas contra o banqueiro, e que retomou o contato apenas após atrasos nos pagamentos ligados ao projeto.
Ele afirmou: "Nenhum dinheiro público foi usado. Nenhum recurso da lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo do meu pai já havia encerrado mandatos e não existiam acusações públicas contra ele."
Flávio também frisou que não promoveu encontros fora da agenda oficial, não intermediou negócios com o governo e não recebeu vantagens ou dinheiro, destacando que isso é diferente das relações questionadas no governo Lula com Vorcaro. Ele pediu a instauração da CPI do MASTER.
"Tóxico"
Um parlamentar, em opinião reservada, comentou que "todas essas complicações surgiram porque Daniel Vorcaro voltou a ser uma figura controversa agora".
Outro aliado disse: "Embora a situação seja difícil, estamos atentos e tentar manter a calma. A surpresa foi grande no Congresso, mas agora é esperar e confiar que as coisas se resolverão."

