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terça-feira, 27/01/2026

Operação da PF prende ex-chefe do INSS em três atos

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Em Brasília

Policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União realizaram uma ação na quinta-feira (13) para investigar um esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Quantos mandados foram cumpridos?

Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas restritivas em 14 estados e no Distrito Federal. Estas ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Quem foi preso?

Entre os presos está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que comandou o instituto durante o governo de Lula (PT). O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, também foi detido após se entregar à polícia. O ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, do governo de Jair Bolsonaro (PL), terá que usar tornozeleira eletrônica.

O que foi apreendido?

  • Em Maranhão, as autoridades encontraram um cofre com notas de R$ 50 e R$ 100, cujo total ainda está sendo apurado.
  • No estado de Minas Gerais, foram recolhidos pacotes de notas em diferentes valores, dólares, munições e carregadores de armas de fogo.
  • Na região de Goiás, foram confiscados um fuzil e uma pistola.
  • Em São Paulo e Brasília, foram apreendidos carros de luxo: um Cadillac Escalade, avaliado em cerca de R$ 500 mil, e um Ford Mustang, com preço próximo a R$ 649 mil.

Reação da presidência da CPMI

O senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, comemorou a ação nas redes sociais. Segundo ele, a prisão de Alessandro Stefanutto comprova a existência de um esquema criminoso que prejudicou aposentados, pensionistas e familiares em todo o país, e garantiu que a investigação continuará sem proteção para envolvidos, independente de sua posição.

Posicionamento de Stefanutto

A defesa do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, afirmou que ele não foi informado sobre os detalhes da prisão e classificou a detenção como ilegal, ressaltando que ele tem colaborado com as investigações. A defesa também declarou que acredita na inocência de Stefanutto e que ele será absolvido ao final do processo.

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