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quarta-feira, 25/02/2026

Operação CriptoGato encerra três minas de moedas digitais ilegais e evita perda de mais de 5 milhões no DF

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Em Brasília

A Neoenergia, em conjunto com a 30ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal, realizou na última segunda-feira (23) a segunda etapa da Operação CriptoGato. Foi descoberto e desativado três locais usados para minerar criptomoedas ilegalmente em São Sebastião, no Distrito Federal, onde a energia era roubada.

Durante a ação, foram apreendidas 384 máquinas de mineração funcionando sem parar, o dia todo. Os locais foram fechados e as pessoas responsáveis foram presas e levadas à delegacia. A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar crimes relacionados a essa atividade.

Esse esquema causava problemas no fornecimento de energia da região, afetando casas, lojas e produtores rurais. Estima-se que o prejuízo financeiro ultrapassa R$ 5 milhões, além do consumo irregular de energia equivalente ao usado por cerca de 34 mil residências mensalmente.

“A mineração de criptomoedas exige muita energia elétrica e equipamentos específicos. Nos locais vistoriados, as máquinas estavam ligadas de forma irregular, sem medição, o que prejudicava o sistema elétrico e aumentava o risco de falhas e danos”, explicou Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia Brasília.

Após o trabalho técnico da distribuidora, foram emitidos Termos de Ocorrência de Irregularidade (TOI) para cobrar a energia desviada, e as ligações clandestinas foram regularizadas.

A primeira fase da Operação CriptoGato aconteceu em janeiro deste ano, quando duas mineradoras também foram desativadas. Naquela ocasião, o prejuízo estimado foi de R$ 400 mil, com consumo equivalente ao de cerca de 3 mil residências por mês.

Segurança – O furto de energia, conhecido como “gato”, é perigoso para quem o pratica e para a população. Além disso, compromete o fornecimento de energia local, podendo causar sobrecarga, danos aos equipamentos e interrupções no fornecimento.

Crime – Roubar energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro e pode resultar em pena de até oito anos de prisão.

Denúncia – A colaboração da comunidade é essencial para combater essa prática. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 116 da Neoenergia ou presencialmente nas lojas de atendimento.

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