Em uma ação conjunta com a 30ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a Neoenergia realizou na quarta-feira (18) a terceira fase da Operação Cripto Gato. A operação conseguiu identificar e fechar uma mineradora de criptomoedas que funcionava de forma ilegal em São Sebastião, desviando energia elétrica.
Foram apreendidas 160 máquinas que mineravam criptomoedas 24 horas por dia, além de um transformador. O local foi fechado, e a polícia abriu um inquérito para investigar possíveis crimes ligados a essa atividade. Chamado de Satoshi Fase II pela PCDF, o esquema causava problemas no fornecimento de energia na região, prejudicando casas, lojas e produtores rurais. O prejuízo financeiro é estimado em mais de R$ 1,5 milhão, que corresponde ao consumo irregular de energia de cerca de 10 mil residências por mês.
“Temos aumentado a fiscalização desse tipo de atividade por causa das irregularidades encontradas”, explicou Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia. “Minerar criptomoedas exige muita energia e uma estrutura adequada. No local vistoriado, os equipamentos estavam ligados de forma irregular, sem medição, o que sobrecarregava a rede e aumentava o risco de falhas e danos. As ações para combater o furto de energia vão continuar em todo o Distrito Federal para garantir segurança e qualidade no fornecimento.”
O furto de energia, conhecido popularmente como “gato”, é perigoso tanto para quem pratica quanto para a população. Além disso, compromete o sistema elétrico da região, podendo causar sobrecarga, danos aos aparelhos e interrupções no serviço. Furtar energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de prisão.
A colaboração da comunidade é muito importante para combater essa prática. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 116 da Neoenergia ou presencialmente nas lojas de atendimento.
