A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a estimativa para a produção de combustíveis líquidos no Brasil em 2026. A previsão é que a produção total do país, incluindo biocombustíveis, cresça em 160 mil barris por dia (bpd), chegando a uma média de 4,6 milhões de bpd, conforme relatório divulgado nesta quarta-feira, 11.
No ano anterior, a produção brasileira de líquidos aumentou cerca de 240 mil bpd, alcançando uma média de 4,4 milhões de bpd, segundo dados da Opep.
Conforme a Opep, a extração de petróleo bruto subiu aproximadamente 239 mil bpd em dezembro, totalizando uma média de 4,0 milhões de bpd, após recuperação da queda observada em novembro. A produção de líquidos de gás natural (NGLs) permaneceu estável, em cerca de 95 mil bpd. A produção de biocombustíveis, como o etanol, caiu 10 mil bpd em relação ao mês anterior, chegando a 700 mil bpd, mas dados preliminares indicam estabilidade em janeiro.
Em dezembro, a produção total de líquidos no Brasil aumentou cerca de 20 mil bpd na comparação mensal, somando uma média de 4,8 milhões de bpd, o que representa um crescimento de 600 mil bpd em relação ao ano anterior.
Para 2027, a Opep reafirmou a previsão de aumento na produção brasileira de combustíveis líquidos, estimando um crescimento anual de cerca de 140 mil bpd, para uma média de 4,7 milhões de bpd. O aumento será impulsionado pela expansão de projetos como Búzios (Franco), Bacalhau, Marlim e Wahoo, além do início das operações nos campos de Búzios e no Cluster Pampo-Enchova.
PIB
No âmbito econômico, a Opep reafirmou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,0% para 2026, com expectativa de crescimento para 2,2% em 2027. O relatório destaca que o avanço econômico será sustentado pela flexibilização das políticas monetárias e pela forte atividade doméstica.
