O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará esta semana uma resolução que autoriza o uso da força por países para assegurar a reabertura do Estreito de Ormuz. Esta passagem marítima é vital, pois por ela escoa 20% do petróleo mundial.
Desde 28 de fevereiro, o Irã mantém o estreito fechado em retaliação a ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. A votação, inicialmente marcada para 3 de abril, foi adiada devido à oposição de membros permanentes do conselho.
Detalhes da Votação
- A proposta, apresentada pelo Bahrein, permite o uso de todos os meios defensivos necessários para a reabertura do estreito, com validade de seis meses;
- O Conselho possui 15 membros: cinco permanentes e dez não permanentes;
- Os membros permanentes são China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, com poder de veto;
- Os membros não permanentes atuais incluem Bahrein, Colômbia, Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá e Somália;
- As resoluções do Conselho de Segurança são vinculativas, podendo acarretar sanções a países que não as cumpram.
A oposição de países como China, Rússia e França ao texto motivou os adiamentos. O trecho contestado autoriza os membros a agir, individualmente ou em parcerias multinacionais, para garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz e impedir ações que possam bloquear ou interferir na navegação.
Wang Yi, chanceler da China, destacou que o Conselho de Segurança da ONU não deve aprovar operações militares não autorizadas nem aumentar tensões ou conflitos.
Em caso de veto, o Conselho pode apresentar uma nova proposta para votação ou recorrer à Assembleia Geral da ONU, composta por 193 Estados-membros, para avaliar o veto.

