A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, pelo 34º ano consecutivo, uma resolução proposta pelo governo de Cuba pedindo o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. A votação ocorreu na quarta-feira, 28 de outubro.
Dos 172 países presentes, 130 votaram a favor do fim do embargo, 25 optaram pela abstenção e 17 foram contra a resolução. O grupo contrário foi liderado pelos Estados Unidos, que contou com o apoio de países como Argentina, Bósnia e Herzegovina, Colômbia, Costa Rica, entre outros.
Este embargo econômico foi imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde a década de 1960, representando uma oposição constante entre os dois países. Embora a resolução da ONU tenha sido aprovada mais uma vez, ela não tem caráter vinculativo, o que significa que os países membros da ONU não são legalmente obrigados a seguir a decisão. Resoluções como esta diferem das medidas adotadas pelo Conselho de Segurança, que possuem força jurídica.
Nos últimos anos, o apoio internacional ao fim do embargo tem sido significativo, mas a relação econômica entre Cuba e Estados Unidos permanece tensa. A Assembleia Geral da ONU mantém o posicionamento de condenar o embargo, destacando a necessidade de flexibilizar esta política para melhorar a situação econômica e social do povo cubano.


