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domingo, 31/08/2025

OMS denuncia ataque israelense a base da agência em Gaza

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou que instalações da agência foram atingidas por forças israelenses e que funcionários foram detidos na Faixa de Gaza. Essa situação foi relatada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, na segunda-feira, 21 de julho.

Conforme comunicado do diretor, residências de funcionários da OMS em Gaza, assim como um depósito, sofreram ataques em Deir Al Balah realizados por militares israelenses.

“Militares israelenses invadiram o local, forçando mulheres e crianças a caminharem até Al-Mawasi, em meio a combates ativos”, afirmou Adhanom. “Homens empregados pela agência e seus familiares foram algemados, despidos, interrogados in loco e revistados sob mira de armas”.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que dois funcionários da OMS e dois de seus parentes foram capturados pelos militares israelenses. Três já foram liberados, contudo um permanece detido.

O ataque também prejudicou o principal depósito da OMS em Gaza, onde ficam os suprimentos médicos destinados à população palestina.

“Com o depósito principal inativo e a maioria dos medicamentos médicos escassos em Gaza, a OMS encontra-se bastante limitada para apoiar hospitais, equipes médicas emergenciais e parceiros de saúde, que já enfrentam falta crítica de remédios, combustível e equipamentos”, explicou o diretor da OMS.

Até o momento, as autoridades israelenses não se posicionaram sobre as alegações.

Em relatório recente do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), foi informado que até junho do ano passado Israel realizou ataques a 39 unidades hospitalares em Gaza. Além das vítimas civis e profissionais da saúde, essas ações têm colocado o sistema de saúde no território palestino próximo ao colapso.

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