No segundo turno das eleições de 2026, a Polícia Militar do Distrito Federal registrou poucas ocorrências, mesmo com o aumento no número de ligações para o 190. A votação seguiu tranquila até as 17h de domingo (25/10), horário previsto para o encerramento das urnas eleitorais. Durante o dia, foram anotados apenas dois registros formais de suspeita de propaganda eleitoral irregular.
Um dos casos ocorreu na Escola Classe 22, localizada no Setor Central do Gama, onde uma mesária foi acusada de realizar boca de urna. Ela foi encaminhada ao Fórum de Santa Maria para assinar um termo circunstanciado de ocorrência. O outro incidente foi no Riacho Fundo I, quando a polícia encontrou um carro de som veiculando propaganda eleitoral em volume alto próximo a um local de votação. O responsável por essa ação foi levado ao Fórum de Samambaia para também assinar o documento.
A Polícia Militar ainda informou que houve conflitos com eleitores que chegaram às escolas após as 17h, por conta de uma decisão judicial que estendia o horário de votação até as 19h. Posteriormente, foi determinado que a prorrogação do horário valeria somente para locais que permanecessem abertos, mas a maioria dos locais já havia encerrado o processo. Um desses episódios terminou em discussão que resultou em ocorrências por desacato e na condução de uma mulher e outro indivíduo às autoridades.
Para o período após a apuração dos votos, cerca de 1.100 policiais militares foram deslocados para reforçar a segurança na Esplanada dos Ministérios. Entre eles, estavam equipes do Bope, do Batalhão de Policiamento com Cães, da Cavalaria, da Rotam e do Batalhão de Choque. Esse esquema foi montado para evitar conflitos em celebrações ou protestos contra os resultados eleitorais. A passagem conhecida como Buraco do Tatu, que interliga partes do Eixo Monumental, continuava bloqueada, e a corporação manteve as equipes preparadas para garantir a segurança durante um ato que aconteceria na região.


