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terça-feira, 20/01/2026

O que sabemos sobre as crianças desaparecidas em Bacabal, Maranhão

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Duas crianças de uma comunidade quilombola no interior do Maranhão estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro de 2026. Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Exército estão realizando buscas para encontrá-las.

Desde o dia 18 de janeiro, as buscas contam também com o apoio da Marinha do Brasil. A procura se concentra na região da comunidade quilombola, que é cercada por uma mata densa e um rio. A seguir, explicamos o que se sabe sobre o caso até o momento.

Quem são as crianças desaparecidas e onde vivem?

As crianças desaparecidas são os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. Eles moram na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, cidade do interior do Maranhão com pouco mais de 100 mil habitantes.

De acordo com familiares, as crianças saíram para brincar na tarde do dia 4 de janeiro, um domingo, e não voltaram para casa. A comunidade tem cerca de 250 moradores e as crianças costumam brincar nas ruas de terra entre as casas.

Como as crianças desapareceram?

As circunstâncias do desaparecimento ainda estão sendo investigadas, mas acredita-se que as crianças se perderam ao entrar na mata próxima às casas. Naquela ocasião, elas estavam acompanhadas de uma terceira criança, Anderson Kauã, de 8 anos, que é primo de Ágatha e Allan. Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros em uma estrada de terra a aproximadamente 4 km da comunidade. Ele estava debilitado e foi levado a um hospital.

O que a criança encontrada disse às autoridades?

Anderson contou que entrou na mata atrás de um pé de maracujá. Também relatou ter passado por uma casa destruída e abandonada na mata, e que depois desse ponto seguiu sozinho, pois as outras duas crianças estavam cansadas.

As equipes de busca localizaram a casa descrita por Anderson e cães farejadores encontraram vestígios da presença das crianças na área.

Como as buscas estão sendo feitas?

Equipes estão vasculhando toda a mata da região, além de realizarem buscas no rio Mearim. Participam da operação profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Exército, com o apoio da prefeitura de Bacabal, da comunidade local e de voluntários.

Desde o dia 18 de janeiro, a Marinha do Brasil reforça as buscas no rio com uso de um sonar especial que mapeia o fundo do rio, além do uso de uma embarcação pequena e uma moto aquática. São usadas ainda duas aeronaves para sobrevoo da área, drones e seis cães farejadores.

As investigações da Polícia Civil continuam, sem descartar nenhuma hipótese. Familiares, moradores e outras pessoas que possam ajudar estão sendo entrevistadas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, mais de 500 pessoas estão envolvidas na operação.

Como é a região de mata onde as crianças estão perdidas?

O governo do Maranhão informou que a área tem trechos grandes de mata densa e de difícil acesso, com palmeiras e árvores grandes. Existem também áreas com vegetação espinhosa, trechos abertos e secos, pontos alagados e vários cursos de água.

Para organizar as buscas, a área da mata foi dividida em quadrantes. Por um aplicativo de geolocalização, é possível ver em um mapa interativo os locais que já foram percorridos pelas equipes.

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