Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Brasil

O que o Procon quer saber sobre o banheiro premium da Latam

Ronen Tivony/NurPhoto via Getty Images

O Procon da cidade de São Paulo informou na última segunda-feira (1º/12) que notificou a Latam Airlines Group S.A. solicitando esclarecimentos sobre a política do “banheiro premium” para os passageiros da classe econômica premium, que corresponde às fileiras frontais do avião.

A regra nova da companhia limita o uso dos banheiros dianteiros aos passageiros das três primeiras filas, sendo esta prática conhecida popularmente como “banheiro premium”.

As informações que o Procon busca

  • A capacidade total de passageiros por modelo de aeronave;
  • A quantidade de banheiros disponíveis para passageiros da classe econômica, além do número total de passageiros nesta classe;
  • O número de banheiros exclusivos para a cabine Premium Economy e o total de passageiros que essa cabine atende.

O Procon tomou essa iniciativa após manifestações e questionamentos nas redes sociais relacionados a essa política, além de anúncios divulgados no site oficial da Latam a respeito da cabine Premium Economy. A empresa tem até dez dias corridos, a partir do recebimento da notificação, para responder ao órgão.

De acordo com o Procon, a comunicação da companhia reforça o caráter exclusivo do serviço para quem paga um valor adicional. O órgão destaca que as informações divulgadas indicam uma relação entre essa oferta diferenciada e a restrição do uso dos banheiros dianteiros do avião.

Publicidade

Aspectos legais e possíveis consequências

O Procon entende que limitar o uso dos banheiros dianteiros pode violar princípios fundamentais, tais como dignidade, igualdade e isonomia. O órgão afirma também que essa prática afronta o direito dos consumidores à adequada prestação de serviços, conforme previsto no artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Se a Latam não atender à solicitação dentro do prazo estabelecido, poderá sofrer sanções administrativas previstas no CDC, incluindo multa, suspensão temporária das operações, cassação de licença e outras penalidades cabíveis. Também poderá haver comunicação a órgãos competentes e responsabilização civil e administrativa da empresa.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Latam e aguarda um posicionamento.

Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.