RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)
O PIB, que significa Produto Interno Bruto, é um número muito importante para entender como vai a economia do país. Ele mostra quanto dinheiro foi gerado pela produção de bens e serviços em alguns meses ou durante o ano todo.
Existem duas formas principais de calcular o PIB: uma focada na produção de bens e serviços e outra que calcula pelo dinheiro gasto pelas pessoas e pelo governo. Mesmo sendo métodos diferentes, o resultado final deve ser o mesmo.
Quando o PIB cresce, isso significa que a economia está melhorando. Se o PIB cai por um tempo longo, esse período é chamado de recessão.
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é o órgão responsável por fazer esses cálculos, usando muitas informações de diversas áreas.
Por exemplo, para calcular pela produção, o IBGE imagina o valor que um artesão gera vendendo uma escultura. Se o artesão cobra R$ 30 e gastou R$ 20 em materiais, a contribuição do artesão para o PIB é de R$ 10.
O IBGE faz esse tipo de cálculo para todos os setores, como agricultura, indústria e serviços, somando tudo para saber quanto cada parte contribuiu para a economia.
Já pelo lado dos gastos, o IBGE soma tudo que as pessoas, empresas e o governo gastam em bens e serviços. Isso inclui o consumo das famílias, os gastos públicos e investimentos em máquinas, construções e tecnologia.
Também são consideradas as exportações do país, e desse total são subtraídas as importações.
Os resultados do PIB são geralmente divulgados pelo IBGE cerca de dois meses depois do final de cada trimestre. Já os números completos do ano só ficam prontos dois anos depois.
O IBGE atualiza suas contas de tempos em tempos para acompanhar as mudanças na economia, seguindo recomendações de organizações internacionais como ONU, OCDE e FMI.
Vale lembrar que o PIB não mostra a riqueza total do país, mas sim o valor dos bens e serviços produzidos em um período. Se a produção parar, o PIB ficará zerado.
Embora o PIB seja uma ferramenta importante para entender o país, ele não informa detalhes sobre a qualidade de vida, distribuição de renda, saúde ou educação.
Assim, um país pode ter um PIB pequeno e mesmo assim oferecer uma boa qualidade de vida, ou ter um PIB grande com padrão de vida inferior.
