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O plano de Xi para os dilemas da China – e do mundo

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No fim do 19º Congresso do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping apresenta sua nova e ambiciosa ideologia política: o Socialismo com características chinesas

Pequim – É a caminhada mais esperada do mundo. Logo após a cerimônia de fechamento dos sete dias do 19o Congresso do Partido Comunista Chinês(PCC), evento político quinquenal que é considerado o mais importante do país, os novos líderes do partido surgiram nesta quarta-feira no tapete vermelho.

Como esperado, coube ao reeleito Xi Jinping puxar a fila como o escolhido para liderar a segundo maior economia do planeta até 2022. Na sequência, vieram os outros seis membros do Comitê Permanente do Politburo, cinco deles novatos.

Xi inaugura seu segundo mandato ao lado de dois políticos que têm em comum o sobrenome Li. À esquerda do secretário-geral do PCC, em uma fila horizontal milimetricamente organizada para apresentar ao mundo a nova geração de comandantes, permanece o primeiro-ministro Li Keqiang.

Ao lado direito, sobe Li Zhanshu, chefe do escritório geral do PCC e amizade antiga do presidente, que carrega a qualidade de não representar nenhum tipo de oposição.

Mais ao fundo, chamou atenção Wang Huning, personalidade que diverge dos demais membros do novo Comitê Permanente: Wang Yang, vice-premier, Zhao Leji, chefe do esquadrão anticorrupção, e Han Zheng líder do partido em Shanghai, o centro econômico do país.

O motivo da divergência é que Huning é um teórico acadêmico que jamais ocupou a posição de governante.

“Nunca na história do PCC um teórico fez parte do Comitê Permanente,” afirma Qiu Zeqi, diretor do Centro de Pesquisa Sociológica e Estudos de desenvolvimento da Universidade de Pequim.

A promoção de um pesquisador à elite administrativa da nação é uma informação que carrega muitas entrelinhas. Huning é um dos conselheiros mais próximos do presidente, e também o idealizador da nova versão do “Socialismo com características chinesas”, a doutrina ideológica de Xi.

Do começo ao fim do Congresso, o presidente não só anunciou e repetiu extensivamente esse conceito, mas também o inseriu na constituição do Partido com suas próprias mãos.

Desde que Mao Tsé-Tung – fundador do PCC e único líder socialista a ter exercido poderes absolutos na China – inseriu a teoria Maoista na carta magna, nenhum outro presidente ousou regulamentar a própria ideologia. Até que veio Xi.

A nova face do socialismo

O Socialismo com características chinesas inaugura uma nova era nas políticas interna e externa chinesas, que buscam se adequar à atual condição de desenvolvimento do país.

Se o Maoismo se inseriu no contexto de um país pobre com altos níveis de subnutrição, o Socialismo com características chinesas se adequa à nação do milagre, que nas últimas três décadas ostentou um crescimento médio de 10% ao ano, tornando-se o país que mais exporta no mundo, ao passo que resgatou 670 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“As contradições sociais mudaram: antes, a necessidade de alimentar a população contrastava com a necessidade de aumentar a produção industrial, enquanto hoje a busca por bem-estar social e sofisticação se contrapõe às desigualdades econômicas e culturais,” diz Ouyang Jinggen, cientista político e professor da Universidade de Guangzhou.

Na esfera internacional, o Socialismo com características chinesas encontra um cenário de grandes competidores, como a União Europeia, os Estados Unidos e os BRICS, numa dispersão que contrasta com o período de Guerra Fria que atravessou o governo de Mao.

Na nova realidade, a China busca posicionar-se como potência global em moldes econômicos, políticos e ambientais.

“A nova realidade social vai moldar as ações internas e a diplomacia do país, e a doutrina de Xi vai estabelecer todas as diretrizes,” afirma Jinggen.

Em outras palavras, o Socialismo com características chinesas surge como manobra de resgate da legitimidade do Partido.

Na condição de detentor de todas as esferas governamentais do país, o organismo que tenta estabilizar a sociedade chinesa ao mesmo tempo em que o país desacelera o crescimento econômico, precisa atender ao clamor social por justiça e liberdade.

“O novo socialismo dará base às mudanças anunciados no 19o Congresso, que prometem promover maior equilíbrio, inclusão e acesso à informação,” explica Zeqi, da Universidade de Pequim.

Essas transformações serão executadas por uma nova geração de líderes, já alinhada ao novo pensamento de Xi Jinping, em um processo de transição geracional de poder.

Este ano, todos os membros do Politburo nascidos antes de 1950 precisaram se aposentar e foram substituídos.

Quanto ao Comitê Central, estância hierárquica posicionada logo abaixo do Politburo, dos 204 membros que o compõem, 78 foram eleitos ao cargo pela primeira vez.

No 19o Congresso do PCC, Xi Jinping fortaleceu seu poder político com a inserção da doutrina ideológica no legislativo.

Sob o comando dele, a nova geração de líderes chineses promete instalar uma revolução na forma como o mundo enxergará o socialismo, ou pelo menos o socialismo chinês.

A inédita promoção de um teórico à elite do poder nacional demonstra a importância que o Partido dá à ideologia como parte intrínseca das diretrizes governamentais.

Se até hoje a China conquistou espaço global graças à robustez econômica que garante a ela uma coleção de parceiros comerciais e destinos de investimento, já se pode esperar que num futuro próximo a solidez teórica favoreça o crescimento da influência política que o gigante asiático exerce sobre o mundo.

Os chineses sabem que têm uma oportunidade única com a Europa e os Estados Unidos às voltas com populistas de plantão.

E Xi acredita ter uma solução chinesa para os problemas globais de baixo crescimento e de instabilidade política e social. Ele agora tem até 2022 para colocá-la em prática.

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China volta a realizar exercícios militares simultâneos em quatro mares

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A China realiza exercícios militares periodicamente visando treinar uma força militar de prontidão de combate, mas manobras múltiplas raramente acontecem ao mesmo tempo

A China detém um poderio militar relevante

A China iniciou cinco exercícios militares simultâneos em partes diferentes de seu litoral nesta segunda-feira (28), a segunda vez em dois meses em que realiza manobras concomitantes em meio a um aumento das tensões regionais. Dois dos exercícios estão acontecendo perto das Ilhas Paracelso, no disputado Mar do Sul da China, um no Mar do Leste da China e outro no Mar de Bohai, mais ao norte, disse a Agência de Segurança Marítima em avisos publicados em seu site. Na porção sul do Mar Amarelo, exercícios com uso de munição real serão realizados entre a segunda-feira (28) e a quarta-feira (30), disse a agência em outro aviso. Todos os navios estão proibidos de entrar na área, alertou.

Ultimamente, Pequim e Washington vêm discordando a respeito de uma variedade de temas que vão de Taiwan à pandemia do coronavírus, o comércio e os direitos humanos. A China também realiza atividades militares frequentes perto de Taiwan, que reivindica para si, e adotou a medida incomum de declarar que tais exercícios se direcionam à ilha.

*Com informações da Agência Brasil

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Inglaterra aplicará multa de até R$ 71 mil para quem furar quarentena

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De acordo com o governo, a polícia vai realizar verificações aleatórias e contará também com os “serviços secretos locais”, vizinhos que podem denunciar pessoas que não estejam cumprindo o isolamento

A Inglaterra está muito preocupada com a segunda onda de Covid-19

Preocupada com a segunda onda de Covid-19 que atinge a Europa, a Inglaterra decidiu que aplicará multas de até 10 mil libras (na cotação atual, cerca de R$ 71 mil) para quem não cumprir a quarentena exigida pela autoridades após testar positivo para o novo coronavírus ou ter entrado em contato com alguém infectado. A medida, que passa a valer a partir desta segunda-feira, 28, visa diminuir o contágio entre os ingleses – o país está registrando cerca de 6 mil casos diários nas últimas semanas. As multas pelo não cumprimento da quarentena começam em 1 mil libras (cerca de R$ 7 mil), mas podem aumentar para 10 mil libras para os reincidentes.

De acordo com o governo, a polícia vai realizar verificações aleatórias e contará também com os “serviços secretos locais”, vizinhos que podem denunciar pessoas que não estejam cumprindo o isolamento. Essas multas serão aplicadas apenas na Inglaterra, mas o governo central está confiante de que as outras regiões britânicas – Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte – podem tomar medidas semelhantes. Nesses países, a situação segue um pouco mais controlada.  Segundo essas regras, uma pessoa com sintomas do novo coronavírus ou com resultado positivo deve ser isolada por dez dias, mas as autoridades sanitárias indicaram que o percentual de pessoas que cumpriram esta quarentena é muito baixo. Na semana passada, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ordenou o fechamento de bares e restaurantes a partir das 22h (hora local) e reforçou a obrigação do uso de máscaras dentro de lojas e transportes, por conta do aumento das infecções no Reino Unido.

*Com informações da Agência EFE

 

 

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Alemanha teme pico com 19,2 mil casos diários de Covid-19

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No último sábado, 26, foram verificadas 2.507 infecções, o maior número desde 18 de abril, e embora ainda longe das mais de 6 mil infecções registradas no pico da pandemia, a alta é acompanhada com preocupação

Angela Merkel

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, expressou nesta segunda-feira, 28, sua preocupação com a evolução da pandemia da Covid-19 em seu país diante da possibilidade de que as infecções cheguem a dimensões como na França e alcancem a marca de 19,2 mil infecções diárias no período do Natal. Os surtos locais devem ser interrompidos imediatamente, destacou a líder alemã em videoconferência da presidência de seu partido, a União Democrática Cristã (CDU), segundo informações publicadas pela revista semanal Der Spiegel e o jornal Bild.

“O desenvolvimento do contágio nos preocupa muito. Não ocorre em todo o lado, mas a nível local e regional. Não podemos permitir que o vírus se espalhe exponencialmente em alguns lugares”, disse o porta-voz do governo, Steffen Seibert. O RKI informou nesta segunda que foram verificados 1.192 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, embora os números do fim de semana sejam normalmente mais baixos, pois nem todas as autoridades locais ou regionais atualizam os seus dados. No total, a Alemanha tem 285.332 casos de Covid-19 – em uma população total de 83,2 milhões de pessoas –, dos quais cerca de 252,5 mil já se recuperaram da doença. O número de vítimas subiu para 9.460, após três mortes confirmadas nas últimas 24 horas. De acordo com o RKI, a maior parte das infecções detectadas na Alemanha são agora locais, ao contrário da percentagem significativa dos casos importados durante o período de férias.

*Com informações da EFE

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Trump rebate democratas após críticas à indicação de Amy Barrett para Suprema Corte

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Uma cristã, Barrett é vista com preocupação por democratas que temem retrocessos em questões como o aborto e na legislação sobre o sistema de saúde

FE/EPA/Yuri GripasDonald Trump é o atual presidente dos Estados Unidos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump atacou a oposição democrata, através de sua porta-voz Kayleigh McEnany, na manhã desta segunda-feira, 28. Em entrevista à Fox Business, a representante do governo rebateu as críticas do partido rival, que ficou enfurecido com a indicação de Amy Coney Barrett para a Suprema Corte. “Os democratas querem apenas fazer política, ela deve ser confirmada na Suprema Corte”, disse McEnany sobre o processo que deve ocorrer no Senado para apreciar a indicação. Como os republicanos têm maioria na Casa, a expectativa é de que a magistrada seja confirmada, o que ampliará a maioria conservadora no principal tribunal do país.

McEnany ainda criticou os democratas por supostamente colocarem em risco a disputa eleitoral. Ela acusou a oposição de ameaçar não reconhecer o resultado das urnas. Os democratas, porém, veem com preocupação declarações de Trump de que o processo pode acabar em disputa na Suprema Corte. A porta-voz afirmou que os governadores democratas têm incentivado o voto pelo correio, mas já haveria problemas nesse processo. Ela disse esperar que o vencedor projetado já apareça na noite da eleição, para evitar qualquer imbróglio. Questionada sobre reportagem do jornal The New York Times segundo a qual Trump não pagou imposto algum ou apenas quantias irrisórias durante vários dos últimos anos, graças a prejuízos em suas empresas, McEnany disse que a matéria era “imprecisa” e acusou o diário de atuar para ajudar a oposição democrata na corrida eleitoral.

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Aumento de casos de Covid-19 em Madri divide opiniões sobre novo lockdown

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Na média, a região tem hoje mais de 720 casos de coronavírus a cada 100 mil habitantes

(Foto: EFE)

Caso um entendimento não seja alcançado nos próximos dias, uma intervenção do governo central na capital pode ser realizada

A capital da Espanha vive um impasse após a disparada dos casos de coronavírus nas últimas semanas. Madri é, de longe, o principal foco de contaminação por Covid-19 nesta segunda onda que atinge a Europa. Ainda assim, o governo regional liderado pelos conservadores do país não querem decretar um lockdown generalizado. O governo central, liderado pela esquerda, pressiona a capital para fechar as portas e ameaça realizar uma intervenção nos próximos dias.

Os números da capital espanhola são, de fato, impressionantes — dentro da realidade europeia, é sempre bom lembrar. Na média, a região de Madri tem hoje mais de 720 casos de coronavírus a cada 100 mil habitantes. A média nacional da Espanha é menos da metade disso: 319. Na Grã Bretanha, a título de comparação, são 96 casos a cada 100 mil pessoas. A taxa de ocupação em leitos de UTI da capital espanhola também já passou de 40%.

Por isso, o governo central acredita que um lockdown é indispensável neste momento para baixar os números outra vez. Mas a líder local, Isabel Díaz Ayuso, pensa diferente. Para ela, um novo fechamento vai arrasar a economia de Madri e trazer impactos significativos para a sociedade. A estratégia do PSOE, partido de centro-esquerda que comanda a Espanha, é negociar com a base de apoio de Ayuso. Os conservadores do PP têm uma aliança política com o Ciudadanos em Madri.

Caso um entendimento não seja alcançado nos próximos dias, uma intervenção do governo central na capital pode ser realizada. Uma operação que tem implicações jurídicas e políticas bastante grandes, até por isso a líder madrilenha aposta que o governo central está apenas blefando. Lembrando que Madri já tem, neste momento, um lockdown parcial em bairros mais afetados. Cerca de um milhão de pessoas estão sendo afetadas por medidas restritivas de circulação. Mas os especialistas do governo central dizem que não é o suficiente — e, por enquanto, segue o cabo de guerra político em uma questão que deixou de ser apenas de saúde pública.

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O púlpito virtual da ONU como palanque eleitoral

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Trump responsabiliza China pela pandemia, deprecia multilateralismo e esnoba acordos assinados por Obama. “Vocês também deveriam colocar seus países em primeiro lugar”, aconselha presidente americano a líderes mundiais.

Trump em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2020 — Foto: Reprodução

O presidente Donald Trump usou o púlpito virtual da Assembleia Geral da ONU para atacar a China, depreciar o multilateralismo e esnobar os acordos internacionais assinados pelo antecessor Barack Obama. Mostrou que estava ali especialmente para desempenhar um papel: o de agradar ao público interno, a 41 dias de receber o veredito das urnas.

O recado do presidente americano aos demais líderes mundiais — este ano todos no modo digital — poderia ser resumido na máxima “cada um por si”. Ou seja, no seu mantra preferido, o America First.

“Estou orgulhosamente colocando os EUA em primeiro lugar, assim como vocês deveriam colocar seus países em primeiro lugar. Somente quando vocês cuidarem de seus próprios cidadãos, poderão encontrar uma base verdadeira para a cooperação.”

Trump bateu forte na China, responsabilizando o país pela disseminação do novo coronavírus, por controlar a Organização Mundial de Saúde, e pela poluição atmosférica. Pequim repudiou as acusações como “sem fundamento”.

Na última aparição de seu mandato na assembleia da ONU, Trump usou menos da metade do tempo estipulado a cada chefe de Estado. Desdenhou os acordos do Clima e do Irã, firmados durante o governo Obama, que ele abandonou assim que foi eleito.

Xi Jiping na Assembleia Geral da ONU — Foto: Reprodução

Xi Jiping na Assembleia Geral da ONU — Foto: Reprodução

Dedicou-se a exaltar o nacionalismo, gabou-se da forma como seu governo conduziu a pandemia. Sequer mencionou a cifra de 200 mil mortos nos EUA, mas citou as vidas salvas pelos atos de sua administração.

A mensagem um tanto confusa se assemelhou à de seus comícios eleitorais. Talvez por prever o conteúdo do discurso que seria proferido pelo presidente americano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, se antecipou, na abertura da Assembleia Geral, e condenou de antemão os países que agiram de forma egoísta durante a pandemia.

Em referência ao governo americano, Guterres cunhou o termo “vacinacionalismo” para repreender os que fazem acordos paralelos para garantir a imunização de suas populações. Os EUA ficaram de fora da coalizão de 170 países liderada pela OMS para distribuir de forma igualitária as vacinas contra a Covid-19.

“Esse ‘vacinacionalismo’ não é apenas injusto, é contraproducente. Nenhum de nós está seguro até que todos nós estejamos seguros.”
Guterres foi adiante. Destacou a grande lição da pandemia para o mundo: a importância das eleições. “Ao olharmos para o futuro, vamos nos certificar de que escolhemos com sabedoria.” Mais um recado provavelmente direcionado aos americanos.

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Hoje é

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

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