FOLHAPRESS
O número de vítimas fatais causadas pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais entre segunda-feira (23) e terça-feira (24) aumentou para 59.
As novas mortes foram registradas em Juiz de Fora, cidade mais afetada pelas chuvas, que ainda tem 13 pessoas desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros. Até o momento, Juiz de Fora contabiliza 53 óbitos.
Outras seis mortes ocorreram em Ubá, onde duas pessoas ainda estão desaparecidas. As duas cidades ficam a aproximadamente 130 quilômetros de distância uma da outra. As buscas continuam em andamento.
Juiz de Fora está em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira. De acordo com a prefeitura, mais de 4.200 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas na cidade.
Em Ubá, segundo os bombeiros, são cerca de 1.200 desalojados e 500 desabrigados. Em Matias Barbosa, cidade vizinha a Juiz de Fora, há 810 desalojados.
Vale lembrar que desalojados são pessoas que precisaram deixar suas casas, mas não precisaram usar abrigos públicos, diferente dos desabrigados.
Na manhã desta quinta-feira, a prefeitura de Juiz de Fora informou que o transporte coletivo da cidade está funcionando de forma reduzida devido a vias interditadas e o atendimento limitado em vários bairros.
“Novos trechos bloqueados estão afetando o funcionamento de várias linhas”, destacou a prefeitura em comunicado.
Desde o início das chuvas, a Defesa Civil de Juiz de Fora já registrou 1.501 ocorrências relacionadas à tragédia.
O Corpo de Bombeiros atua em três frentes na região, com seis equipes em Juiz de Fora e duas em Ubá. Até agora, 238 pessoas foram resgatadas com vida.
A Defesa Civil de Minas Gerais fez um alerta à população para que não retornem às áreas de risco, já que a previsão indica mais chuvas fortes na Zona da Mata.
O coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, reforçou que a região continua sujeita a temporais, que abrangem grande parte do Sudeste, principalmente Minas Gerais, litoral e leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Ele destacou novamente: “Não volte para áreas de risco.”
Moradores de Juiz de Fora receberam alertas da Defesa Civil sobre os riscos das chuvas, mas relataram à Folha que nunca foram treinados para agir em emergências.
Juiz de Fora é a quarta cidade do Brasil com mais alertas da Defesa Civil neste ano, tendo registrado 35 ocorrências, além de ser a cidade com maior número de pessoas morando em áreas de risco, cerca de 128 mil.

