O número de mortos nos protestos que acontecem no Irã chegou a 36, conforme dados da principal agência de direitos humanos do país. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), desde o início dos protestos em 28 de dezembro de 2024, foram registradas 34 mortes entre manifestantes e duas entre agentes de segurança.
Mais de dois mil manifestantes foram detidos nas últimas semanas, em protestos que ocorreram em pelo menos 92 cidades iranianas, refletindo a grave situação econômica e social que o país enfrenta, agravada por sanções internacionais desde a revolução de 1979.
O governo do aiatolá Ali Khamenei enfrenta sua maior onda de manifestações desde 2002, quando a população protestou contra a morte de Mahsa Amini, jovem de 22 anos que faleceu sob custódia policial por não usar o hijab corretamente, um véu obrigatório no país.
Apesar da repressão, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu diálogo com os manifestantes para escutar suas reivindicações legítimas. O governo iraniano acusa forças estrangeiras, incluindo os Estados Unidos, de financiar os protestos.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou uma possível intervenção para proteger manifestantes pacíficos.
