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quarta-feira, 07/01/2026

Número de mortes nos protestos no Irã sobe para 36

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O número de mortos durante os protestos no Irã, que já duram dez dias, aumentou para 36, conforme relatório de uma agência proeminente de direitos humanos no país persa. A notícia foi confirmada nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026.

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), 34 manifestantes perderam a vida desde 28 de dezembro de 2024, data em que as manifestações começaram. Entre os mortos, há também dois agentes de segurança iranianos.

Além das mortes, a HRANA informa que mais de 2 mil pessoas foram presas nos últimos dias. Esses dados são compilados com base em informações de ativistas iranianos dentro e fora do país. Estima-se que os protestos tenham ocorrido em pelo menos 92 cidades no Irã.

Desde 2002, o governo teocrático do aiatolá Ali Khamenei não enfrentava protestos tão intensos. A última grande onda de manifestações ocorreu após a morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, que morreu sob custódia policial após ser detida por supostamente usar o hijab incorretamente.

Os atuais protestos são motivados principalmente pela grave situação econômica e social, agravada por sanções internacionais desde a revolução de 1979 que consolidou o poder dos aiatolás no país.

Mesmo diante da repressão, o presidente do Irã fez um apelo para o diálogo com os manifestantes insatisfeitos. Um dia após o início das manifestações, Masoud Pezeshkian ordenou que o ministro do Interior ouvisse as reivindicações legítimas dos protestantes por meio do diálogo.

O governo de Teerã acusa forças externas, incluindo os Estados Unidos, de financiar as mobilizações no país. Em resposta à pressão sobre o governo do aiatolá, o líder norte-americano Donald Trump ameaçou intervir para proteger os manifestantes pacíficos.

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