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Número de casos monitorados de coronavírus cai de 16 para 14

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Dois casos foram descartados nas últimas 24h. São Paulo é o estado com maior número de suspeitas

Partículas do coronavírus da MERS (National Institute for Allergy and Infectious Diseases/Handout via Reuters/Reuters)

São Paulo – O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (03) que monitora 14 casos suspeitos para o coronavírus em sete estados. Até o momento nenhum caso foi confirmado.

Os estados com casos suspeitos são: São Paulo (3), Paraná (2), Minas Gerais (1), Ceará (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Neste domingo (02), 16 casos eram monitorados, mas de um dia para o outro, duas suspeitas foram descartadas.

Estado de emergência

O governo brasileiro vai decretar estado de emergência sanitária internacional para o coronavírus para agilizar o processo de preparação do país para receber os brasileiros que serão trazidos de Wuhan, na China, disse nesta segunda-feira (3) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O ministro ressaltou que o governo brasileiro pretendia esperar a decretação do estado de emergência para o caso do Brasil confirmar um caso da doença. No entanto, decidiu antecipar a medida para que possam ser adquiridos equipamentos, medicamentos e outras materiais necessários para a quarentena em que serão postos os brasileiros que vierem de Wuhan.

“Vamos entrar em um nível 3 por um ato discricionário do ministro da Saúde para poder dar as condições dos demais órgãos poderem fazer contratação. Como se faz um avião sair daqui até a China, as pessoas que vão ter que ser designadas para ficar em um ambiente que vai ser espaço de quarentena, equipamentos, enfim. Que é uma situação totalmente de atípica”, disse o ministro depois de uma reunião no Palácio do Planalto onde foi discutido o atendimento aos brasileiros que devem ser trazidos de Wuhan.

O ministério da saúde informou que 55 brasileiros pediram para voltar ao Brasil, 14 preferiram ficar na China e uma pessoa ainda não se decidiu.

O Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira, trabalha na elaboração do plano de voo da aeronave, possivelmente fretada, que será enviada à China.

Quarentena

Nesta semana o governo vai enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória para “consolidar” a legislação referente à quarentena que será aplicada aos brasileiros que estão na China e que vão retornar ao Brasil.

De acordo com o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, o governo definiu em 18 dias o período de quarentena.

“O período de incubação que a gente usa para critério clínico são 14 dias. Então, por exemplo, uma pessoa que esteve nesse local em 14 dias, é o que a gente está usando como critério para ver nexo causal. Como esse é o [critério] que está sendo usado para a população geral, para esses [os repatriados] nós vamos aumentar 20%, então vão ser 18 dias”, destacou Mandetta.

Segundo o ministério, os brasileiros vão ficar em alojamentos individuais. O local onde será realizada a quarentena, no entanto, ainda não foi definido. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, citou como possibilidade Anápolis (GO), Florianópolis (SC) ou uma cidade do Nordeste.

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Saúde

Entenda quais cuidados gestantes devem ter com o coronavírus até o momento

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Para auxiliar a prevenção da doença que teve o primeiro caso confirmado no Brasil, a FEBRASGO lançou um documento completo de cuidados para as grávidas.

(Vithun Khamsong / EyeEm/Getty Images)

Na última quarta-feira (26), o Brasil teve o primeiro caso de coronavírus (Covid-19) confirmado. O paciente é um homem de 61 anos, de São Paulo, que voltou para a cidade paulistana após uma viagem para a Itália, onde a doença respiratória também já foi reconhecida. Com essa crescente atenção à patologia, instituições da saúde começaram a reunir informações importantes sobre as precauções necessárias de acordo com os diferentes grupos populacionais, como as grávidas.

No dia 17 de fevereiro, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) publicou um comunicado oficial intitulado “Novo Coronavírus 2019 em obstetrícia – Enfrentando o desconhecido!”. Ele é um compilado de diretrizes do que fazer em caso de gestantes serem diagnosticadas com o coronavírus, mas também como preveni-las da doença.

Já no início do documento, a FEBRASGO explica que as instruções são baseadas nas orientações que surgiram a partir de outras doenças respiratórias semelhantes ao coronavírus, como CoV-SARS, CoV-MERS e, principalmente, o H1N1, pois é um vírus que se alastrou por diferentes regiões do mundo e demandou uma vasta pesquisa para combatê-lo.

Para as mulheres que não correm o risco de contaminação, principalmente por não terem tido nenhum contato com pessoas diagnosticadas com coronavírus ou têm a suspeita da doença, os cuidados necessários são básicos, como manter as mãos higienizadas, evitar o contato com quem já manifesta algum tipo de infecção respiratória, estar atenta a não ficar encostando as mãos na boca, nos olhos e no nariz, além de se poupar de aglomerações.

Já para as grávidas que forem colocadas como “caso suspeito”, elas deverão usar máscaras de proteção e quem atendê-las deverá estar equipado com “máscara, luvas, óculos e avental”, como detalha o documento. Além disso, há também o alerta para que essas pacientes fiquem hospitalizadas até que os exames capazes de concluir o laudo sejam feitos.

Se a gestante for realmente diagnosticada com o coronavírus, a Federação pontua que ela mostrará sintomas semelhantes aos de quem foi diagnosticado com pneumonia causada pelo H1N1 e outras bactérias atípicas. Por isso, o tratamento indicado será parecido com o dessas doenças, dependendo do grau de sintomas apresentado pela paciente e com atenção para os sinais diferentes que surgirem.

Caso a mulher adoecida esteja no fim da gravidez e tenha dúvidas sobre qual parto será melhor para o bebê, não há uma certeza absoluta sobre o assunto. Até o momento, as conclusões estão sendo elaboradas a partir do que se sabe sobre os vírus citados anteriormente.

“Por analogia com mulheres infectadas pelo H1N1CoV-SARS ou CoV-MERS, mulheres em boas condições gerais, sem restrição respiratória, elevada taxa de oxigenação podem se beneficiar do parto vaginal, bem como o feto. No entanto, com restrição respiratória, a interrupção da gravidez por cesárea, a despeito do risco anestésico, seria a melhor opção. Neste caso a anestesia seria um outro desafio”, pontua o documento da instituição.

Entretanto, assim como eles alertam, tudo isso deve ser discutido com os médicos que têm acompanhado a gestante, pois “as decisões sobre o parto de emergência e a interrupção da gravidez são desafiadoras e baseadas em muitos fatores”, finaliza a Federação.

A FEBRASGO informou ao Bebê.com, que em breve irá liberar um novo documento, entretanto, a instituição está a espera da confirmação ou não de outros casos suspeitos de coronavírus para atualizá-lo. As recomendações de cuidados destinados às gestantes, no entanto, continuará a mesma.

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Saúde

Comer cogumelos seria benéfico contra o câncer de próstata

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Estudo associa o consumo de cogumelos a menor risco de enfrentar um tumor nessa glândula. Veja algumas dicas para prepará-los sem perder nutrientes

Diferentes variedades de cogumelos apresentam grande quantidade de antioxidantes. (Foto: Urfinguss/Getty Images)

Uma evidência inusitada apareceu no cruzamento de dados sobre os hábitos alimentares e o histórico médico de mais de 36 mil japoneses, acompanhados por longos anos. Quem comia cogumelo três ou mais vezes por semana corria um risco 17% menor de desenvolver câncer de próstata em comparação com aqueles que incluíam o item no prato no máximo uma vez no mesmo período.

“As variedades shiitake, maitake e shimeji-preto, muito consumidas entre os participantes, apresentam níveis consideráveis ​​de substâncias antioxidantes”, aponta o epidemiologista Shu Zhang, um dos autores da pesquisa. “Portanto, assumimos que esses componentes bioativos têm seu papel na redução do desequilíbrio celular por trás de doenças crônicas como o câncer”, completa.

Como manter os atributos nutricionais dos cogumelos

Escolha certa: ao comprar, veja se eles estão firmes e secos, sem pontos escuros.

Pouca água ao limpar: como são porosos, podem ficar encharcados e perder o sabor. Seque-os rapidinho.

No fogão: cozidos ou grelhados, os cogumelos preservam o efeito antioxidante.

Como guardar: na geladeira, duram uma semana. Para congelar, eles precisam ser desidratados.

Um guia sobre fungos comestíveis

“Poucas espécies são tóxicas e oferecem risco à saúde, mas, na dúvida, não coma”, diz a bióloga Larissa Pereira, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Ela justifica: as reações a um cogumelo venenoso vão de dor de cabeça a comprometimento nos rins. Por outro lado, fungos como Auricularia, consumidos na culinária oriental, e Lentinus, habitual entre indígenas brasileiros, são fonte de proteínas, vitaminas e fibras.

Para ajudar a diferenciar os tipos benquistos ao prato e à saúde, Luciana catalogou imagens e descrições de 21 espécies comestíveis de Angatuba (SP) — o bacana é que elas são comuns em outras regiões do país. O e-book (clique aqui para comprar) vai facilitar a vida de quem curte explorar a natureza e deseja ir além dos cogumelos tradicionais na culinária.

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Saúde

Campanha de vacinação contra a gripe é adiantada por causa do coronavírus

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O objetivo é que a vacina consiga auxiliar no diagnóstico do novo vírus por meio da exclusão de outras doenças respiratórias com sintomas parecidos.

(LWA/Dann Tardif/Getty Images)

Na quinta-feira (27), em uma coletiva de imprensa em São Paulo, o governo do Estado anunciou que a campanha nacional de vacinação contra a gripe de 2020 começará mais cedo do que o previsto no país inteiro. E o motivo dessa decisão é o que tem deixado muitas pessoas em alerta: o primeiro caso de coronavírus (Covid-19) confirmado na cidade paulistana.

A ideia é que a vacina, por mais que não proteja a pessoa da nova doença respiratória, facilite o caminho de diagnosticá-la por exclusão de outras possíveis infecções parecidas com o coronavírus.“Essa vacina deixa o sistema imunológico do indivíduo 80% protegido contra cepas de influenza, virais que estão circulando milhares de vezes mais comuns do que o coronavírus. Entretanto, para um eventual profissional da saúde, como um médico, se um paciente tem um quadro gripal e informa que foi vacinado, ele auxilia muito o raciocínio desse profissional para pensar na possibilidade de outras viroses que não aquelas que são cobertas pela vacina”, explicou Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde.A campanha estava prevista para acontecer entre os dias 13 e 15 de maio. Com a nova decisão do governo, as primeiras doses começam a ser aplicadas na população a partir do dia 23 de março. Já sobre o público-alvo da vacinação, os primeiros a serem imunizados devem ser gestantes, mulheres no puerpério e crianças com até seis anos de idade, além dos idosos.

 

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