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Novo tratamento pretende regenerar o coração após um ataque cardíaco

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Células embrionárias

Uma descoberta pode ajudar a regenerar os tecidos do coração após um ataque cardíaco. Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn no Mount Sinai, nos Estados Unidos, demonstraram que as células-tronco derivadas da placenta, conhecidas como células Cdx2, podem regenerar células cardíacas saudáveis ​​após ataques cardíacos em modelos animais. Publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o resultados pode representar um novo tratamento para a regeneração do coração e de outros órgãos.

“As células Cdx2 historicamente foram pensadas para gerar apenas a placenta no início do desenvolvimento embrionário, mas nunca antes foram mostrados para ter a capacidade de regenerar outros órgãos, razão pela qual isso é tão excitante. Essas descobertas também podem abrir caminho para a terapia regenerativa de outros órgãos além do coração”, afirmou a pesquisadora Hina Chaudhry.

A equipe já havia descoberto que uma população mista de células da placenta dos ratos pode ajudar os corações das fêmeas grávidas a recuperar após uma lesão que poderia levar à insuficiência cardíaca. Nesse estudo, eles mostraram que as células-tronco placentárias migravam para o coração da mãe e diretamente para o local da lesão cardíaca. As células-tronco se programaram como células cardíacas para ajudar no processo de reparo.

Os pesquisadores observaram duas outras propriedades das células Cdx2: elas têm todas as proteínas das células-tronco embrionárias, que são conhecidas por gerar todos os órgãos do corpo, mas também carregam proteínas adicionais. Isso dá a elas a capacidade de “viajar” diretamente para o local da lesão, algo que as células-tronco embrionárias não podem fazer. Elas parecem evitar a resposta imune do hospedeiro, já que o sistema imunológico não rejeitou essas células quando administradas para outro animal.

Agora, o objetivo do estudo é estudar qual será a aplicação da técnica em seres humanos.

 

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Ciência

Astrônomos descobrem estrela de nêutrons mais massiva já detectada

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Chamado de J0740+6620, o objeto tem 2,17 vezes a massa do Sol

Pesquisadores encontraram estrela de nêutron mais massiva (Foto: B. Saxton – NRAO/AUI/NSF)

Pesquisadores descobriram a estrela de nêutrons mais massiva até o momento. Chamado de J0740+6620, o objeto tem 2,17 vezes a massa do sol (que é 333 mil vezes a massa da Terra) em uma esfera de apenas 20 a 30 quilômetros de diâmetro, aproximando-se dos limites de quão grande e compacto um único objeto pode se tornar antes de acabar em um buraco negro. As descobertas foram feitas por cientistas do NANOGrav Physics Frontiers Center e publicadas na Nature Astronomy.

Apesar de serem estudadas há décadas, as estrelas de nêutrons (que também são chamadas de pulsares) ainda causam muitas dúvidas nos cientistas: elas são as menores do Universo, mas extremamente densas. Por conta disso, calcular a massa de nêutrons é importante para entender como esses objetos estranhos podem existir e, embora os astrônomos geralmente considerem que a massa estelar de nêutrons esteja em torno de 1,4 massa solar, medições recentes revelaram exemplos com dimensões mais avantajadas.

Os pesquisadores encontraram a estrela de nêutrons por acaso enquanto procuravam por ondas gravitacionais. “No [telescópio] Green Bank, estamos tentando detectar ondas gravitacionais de pulsares”, diz Maura McLaughlin, autora do estudo. “Para fazer isso, precisamos observar muitos pulsares de milissegundos, que são estrelas de nêutrons em rotação rápida. Este não é um documento de detecção de ondas gravitacionais, mas um dos muitos resultados importantes que surgiram de nossas observações”.

A massa da estrela foi medida através de um fenômeno conhecido como “Atraso de Shapiro”, baseada na Teoria Geral da Relatividade de Einstein. Neste modelo, enquanto a anã branca fica diretamente na frente do pulsar em relação à Terra, as ondas de rádio do pulsar que chegam até nós devem passar perto da anã branca — proximidade que atrasa a chegada dessas ondas de rádio à Terra por causa da distorção do espaço-tempo produzida pela gravidade da anã branca. Este atraso indica a massa da anã branca, que por sua vez fornece uma medida de massa da estrela de nêutrons.

 

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Ciência

Corpos humanos continuam se mexendo mais de 1 ano após morte

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Nova pesquisa pode mudar a maneira com que autoridades investigam mortes, destaca cientista

Corpo em gramado (Foto: Pixabay)

Pesquisadores australianos descobriram que cadáveres continuam se movimentando por meses após a morte. A descoberta foi feita graças à Instalação Australiana de Pesquisa Experimental Tafonômica (AFTER, na sigla em inglês) e pode ser muito útil para a polícia.

Por 17 meses, a pesquisadora Alyson Wilson monitorou um corpo através de câmeras que, a cada 30 minutos, filmavam o cadáver. “O que descobrimos foi que os braços estavam se movendo significativamente, de modo que os membros que começavam ao lado do corpo [esticados] terminavam na lateral do corpo [dobrados]”, disse a especialista à ABC News.Algum movimento post-mortem era esperado nos estágios iniciais da decomposição, ela explicou, mas o fato de que o fenômeno continuou por toda a duração das filmagens foi surpreendente. “Achamos que os movimentos se relacionam com o processo de decomposição, à medida que o corpo mumifica e os ligamentos secam”, relatou Wilson.

Para a especialista, a pesquisa pode mudar a ciência forense, ensinando uma nova maneira de as autoridades investigarem mortes. Isso porque a descoberta de que os corpos se movimentam pode alterar o jeito com que os cientistas interpretam as cenas de crimes, principalmente quando os restos humanos são descobertos depois de algum tempo.

Até então, a menos que houvesse evidência de que o cadáver fora movido, os especialistas forenses geralmente presumiriam que a posição em que o corpo foi descoberto é a posição em que estava na hora da morte. “Essa pesquisa é muito importante para ajudar na aplicação da lei, a resolver crimes e também a auxiliar nas investigações de desastres”, afirmou Wilson. “É importante para as vítimas e suas famílias e, em muitos casos, dá à vítima uma ‘voz’ para contar sua última história.”

 

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Ciência

Estudo confirma teoria sobre verdadeira causa do fim dos dinos

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Análise geológica prova que problema não foi o impacto do asteroide, mas a liberação de enxofre na atmosfera

Asteroide (Foto: NASA/Don Davis)

Novas evidências geológicas corroboram para a comprovação de antigas teorias sobre como foram os dias após o impacto do asteroide que dizimou os dinossauros. O novo estudo contou com quase 25 pesquisadores e foi comandado pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Cerca de 66 milhões de anos atrás, um enorme asteroide atingiu a Terra na região em que hoje está o Golfo do México. O choque foi tão grande que resultou na extinção de 75% da vida existente à época, incluindo os dinossauros. Para os pesquisadores, isso aconteceu porque o objeto extraterrestre provocou incêndios, tsunamis e lançou tanto enxofre na atmosfera que bloqueou o sol, o que causou um resfriamento global intenso — e mortal.

A teoria é antiga, mas a nova análise, publicada pelo periódico científico PNAS, encontrou evidências concretas de que os cientistas estão certos. Segundo os especialistas, a investigação começou em 2016, quando a equipe extraiu material equivalente a quase 130 metros de altura de detritos geológicos acumulados na região em que ocorreu o impacto.

Para o pesquisador e coautor do estudo Jens Olof Ormö, uma das vantagens de estudar crateras é que os eventos seguintes a um impacto são muito bem conhecidos: “Podemos reconstruir uma sequência de eventos [por exemplo, ver quais sedimentos seguem um acima do outro]. Pelo tipo de sedimento [tamanho dos clastos (fragmentos), tipo e classificação], podemos saber se eles foram depositados rápida ou lentamente, e o tempo que levou”, disse, segundo El País.

Parte dos fragmentos geológicos estudados pela equipe (Foto: International Ocean Discovery Program)

Dentro da cratera, os pesquisadores encontraram carvão e um biomarcador químico associado a fungos que, quando presentes dentro ou acima de camadas de areia, sinalizam a existência de água. Como explicaram em comunicado, o achado sugere que a paisagem carbonizada foi varrida para dentro da cratera criada pelo asteroide.

Só isso já seria o suficiente para mudar para sempre os ecossistemas próximos ao impacto, mas foi o que aconteceu a seguir que realmente mudou o mundo. Para compreenderem o que aconteceu depois, os cientistas descobriram uma pista que, na verdade, não estava na composição geológica estudada — e aí reside a maior evidência de que eles estão certos.

Embora a área ao redor da cratera esteja cheia de rochas geralmente ricas em enxofre, a substância não foi encontrada. O fato corrobora a teoria de que o impacto resultou na vaporização dos minerais que continham o elemento, liberando-os na atmosfera.

Resultado? O enxofre — ao menos 325 bilhões de toneladas — refletiu a luz solar para longe da Terra, causando o resfriamento do planeta, o que teve um efeito devastador. “O verdadeiro assassino deve ser atmosférico. A única maneira de obter uma extinção em massa global como essa é um efeito atmosférico”, afirmou Sean Gulick, membro do grupo, em comunicado.

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