O Ministério da Saúde lançou, em 9 de abril de 2026, o novo sistema chamado e-SUS AF durante um evento online, marcando o começo da adesão de cidades a essa plataforma que substituirá o sistema anterior, o Hórus. Esse sistema tem como objetivo modernizar a maneira como os medicamentos são geridos no SUS, melhorando os processos de entrega, controle de estoque e cuidado com os pacientes.
Desenvolvido em parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), o e-SUS AF utiliza tecnologia moderna e de código aberto, com integração via API para garantir mais rapidez, autonomia e descentralização para os gestores locais. O sistema cumpre as exigências do Supremo Tribunal Federal (STF) para registro de estoque e entrega de medicamentos, além de conectar dados com bases nacionais como a BNAFAR, RNDS e CADSUS.
Nélio Cezar de Aquino, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, ressaltou que o e-SUS AF é resultado de um trabalho conjunto para atender uma necessidade histórica dos gestores, destacando as limitações do sistema anterior, Hórus.
Os objetivos principais são melhorar a gestão em todos os níveis de atendimento, ampliar o acesso da população aos medicamentos e promover o uso consciente, além de gerar informações para ajudar nas decisões das políticas públicas. A manutenção do sistema será colaborativa, envolvendo os governos federal, estadual e municipal, por meio do Hub InovaAF.
O evento contou com a presença de gestores, coordenadores de assistência farmacêutica, profissionais de tecnologia da informação, equipes de saúde, conselhos como o Conass e Conasems, além de representantes do Ministério da Saúde. Elton Chaves, assessor técnico do Conasems, classificou o lançamento como um momento histórico, resultado de um trabalho coletivo que beneficia os 5.571 municípios do Brasil. Henrique Vogado, do Conass, enfatizou a importância da integração dos dados e da segurança operacional.
A adesão ao e-SUS AF está aberta para municípios e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) ainda neste mês. O uso do sistema é opcional, mas oferece uma alternativa pública ao Hórus, permitindo o envio automático de dados para a BNAFAR e RNDS. Após a implementação completa, o Hórus ficará disponível por até cinco anos para consultas, sem transferência automática de informações. Estados e municípios receberão suporte do Ministério da Saúde por e-mail, telefone, Disque Saúde 136 e Web Atendimento SUS.

