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Na Câmara

Novo programa no SUS protege o cérebro dos bebês

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Silvia Cristina destaca: prevenção salva vidas

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou no último dezembro um projeto que cria o Programa de Proteção Cerebral para Prevenção de Sequelas Neurológicas em Bebês no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde será responsável pelo programa, que tem como metas:

  • Preparar as UTIs neonatais para prevenir danos neurológicos permanentes;
  • Monitorar a saúde cerebral dos recém-nascidos usando eletroencefalograma e sensores de infravermelho para detectar disfunções cerebrais precocemente e orientar as equipes de saúde locais;
  • Capacitar profissionais para cuidados neurocríticos neonatais;
  • Reduzir a mortalidade infantil.

O programa será oferecido aos hospitais que cumprirem ao menos uma destas condições:

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  • Ter no mínimo dez leitos de UTI neonatal;
  • Ter ao menos 1000 nascidos vivos ao ano;
  • Contar com pelo menos cinco leitos de UTI cardiológica neonatal.

A relatora do projeto, deputada Silvia Cristina (PP-RO), recomendou a aprovação do Projeto de Lei 4727/24 com duas modificações:

  1. Redução do número mínimo de nascidos vivos para participação no programa, de 1.500 para 1.000;
  2. Permitir que hospitais fora dos critérios possam participar mediante concordância do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais, garantindo flexibilidade regional e equidade;
  3. Estabelecer que os hospitais aderirão voluntariamente ao programa através de cadastro junto ao ministério, comprometendo-se a seguir protocolos técnicos e diretrizes clínicas neonatais predefinidas.

Silvia Cristina ressalta que a iniciativa pode prevenir sequelas neurológicas em crianças recém-nascidas, salvando vidas, promovendo desenvolvimento saudável, além de gerar economia nos recursos públicos e aliviar a carga das famílias.

O programa se inspira em uma rede brasileira chamada Protecting Brains & Saving Futures, que desde 2016 monitorou mais de 15 mil recém-nascidos em estado crítico, com mais de 800 mil horas de monitoramento cerebral, comprovando eficácia na prevenção de sequelas e redução da mortalidade neonatal.

Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado, passando ainda pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição, Justiça e Cidadania.

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