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terça-feira, 24/03/2026

Novo programa incentiva energia dos oceanos

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Em Brasília

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui o Programa Nacional de Incentivo à Energia Oceânica (PNIEA). A iniciativa visa fomentar a pesquisa, o avanço tecnológico e a implementação de projetos para a produção de energia renovável a partir de fontes oceânicas.

O relatório, apresentado pelo deputado General Pazuello (PL-RJ), corresponde ao Projeto de Lei 1001/25, originalmente proposto pelo deputado Marcos Tavares (PDT-RJ). Em vez de estabelecer normas específicas, o texto atualiza que o licenciamento ambiental seguirá a legislação em vigor.

Segundo o relator, “o licenciamento ambiental tem passado por várias modificações legislativas e administrativas. O substitutivo mantém as regras vigentes para definir o procedimento e as responsabilidades do licenciamento, buscando reduzir a insegurança jurídica.”

Incentivos previstos

  • Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos, peças e componentes;
  • Redução de 50% do Imposto de Importação para tecnologias sem equivalente nacional;
  • Crédito presumido no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
  • Linhas de crédito disponibilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outras instituições financeiras.

O programa será gerenciado pelo Ministério de Minas e Energia em cooperação com órgãos como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto também prevê parcerias público-privadas para atuar em centros de pesquisa especializados.

Além disso, a proposta autoriza a aplicação de recursos dos fundos nacionais para mudanças climáticas (FNMC) e para o desenvolvimento científico e tecnológico (FNDCT) no financiamento de projetos ligados à energia oceânica.

Próximos passos

O projeto seguirá para análise final das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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