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sexta-feira, 27/03/2026

Novo programa do SUS para cuidar de quem tem epilepsia

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Em Brasília

Laura Carneiro destaca que pessoas com epilepsia merecem tratamento com respeito e dignidade.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que institui um programa nacional no Sistema Único de Saúde (SUS) para oferecer cuidados completos a quem tem epilepsia.

O objetivo do programa é diminuir os sintomas e as consequências da doença, além de combater o preconceito, por meio de campanhas educativas voltadas para a população.

A epilepsia é um distúrbio neurológico que provoca crises, que podem incluir convulsões, tremores ou perda de consciência, entre outros sintomas. Essa condição pode afetar pessoas de qualquer idade.

Detalhes do projeto aprovado

O parecer favorável da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado no Projeto de Lei 5538/19, apresentado pelo deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), seguiu as mudanças feitas pelas comissões de Saúde e de Finanças e Tributação.

Durante a tramitação, foram retiradas algumas disposições que existiam no texto original, como a proibição da demissão de trabalhadores em decorrência das crises epilépticas. O texto também foi alinhado com as normas fiscais para evitar custos adicionais ao SUS.

Laura Carneiro afirmou: “É fundamental realizar uma campanha ampla para educar a população, garantindo que as pessoas com epilepsia sejam tratadas com respeito e dignidade.”

Medidas previstas no programa

O Ministério da Saúde será responsável por coordenar o programa, criar um sistema para monitorar os pacientes e manter um cadastro específico, protegendo o sigilo das informações.

Esse cuidado integral incluirá:

  • Atendimento especializado;
  • Fornecimento dos medicamentos necessários;
  • Realização de cirurgias, quando indicadas;
  • Disponibilização de exames;
  • Garantia de leitos para internação e vagas em ambulatórios.

Além disso, será oferecido treinamento para profissionais da educação e trabalhadores do transporte público para que possam identificar sinais de crises epilépticas e agir adequadamente.

O programa assegura ainda que os pacientes tenham horários especiais de trabalho para possibilitar o seu tratamento.

Próximas etapas

O projeto continua sua tramitação para futuras análises e eventuais adequações.

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