O Conselho de Recursos Hídricos do Distrito Federal (CRH-DF) aprovou em 16 de setembro a terceira edição do Plano de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos do DF (PGIRH-DF), um instrumento essencial para a gestão sustentável das águas na região.
Desenvolvido ao longo de dois anos pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), com a colaboração de diversos órgãos e comitês, o plano está estruturado em quatro eixos principais: Segurança Hídrica e Infraestrutura; Conservação Ambiental e Revitalização de Bacias; Sustentabilidade nos Usos Múltiplos e Resiliência Climática; e Fortalecimento Institucional e Governança.
Vinicius Benevides, diretor da Adasa, destaca que o PGIRH contribui diretamente para o cumprimento de metas importantes por meio de ações práticas, funcionando como base para uma gestão equilibrada e segura dos recursos hídricos do Distrito Federal. Segundo ele, o documento guia ações não só da gestão da água, mas também de setores relacionados como saneamento, desenvolvimento urbano e proteção ambiental.
A elaboração do plano foi baseada em diagnósticos e simulações que consideraram crescimento urbano, uso do solo, mudanças climáticas e demandas futuras, permitindo a identificação de necessidades para aprimorar infraestruturas existentes.
Na avaliação do superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Gustavo Carneiro, o cruzamento dessas análises indicou ações prioritárias que funcionam como ferramentas para orientar investimentos e garantir que as demandas futuras de água sejam atendidas de forma sustentável e resiliente a eventos críticos.
Entre as novidades da nova versão do plano estão o Plano de Segurança Hídrica, com 28 ações de gestão e oito estratégias prioritárias, além de manuais operativos focados no enfrentamento de secas extremas, cheias urbanas e na garantia da qualidade da água.
O documento também prevê o fortalecimento dos instrumentos de gestão, incluindo o aprimoramento do sistema de outorga, a modernização do sistema de informações e regras adaptativas para alocação de água em períodos críticos. Metas progressivas para até 20 anos foram estabelecidas para garantir um uso responsável dos recursos hídricos.
O aumento da rede de monitoramento da Adasa, com pontos de coleta e estações hidrometeorológicas nas sub-bacias do DF, proporcionou uma base robusta de dados para apoiar as decisões presentes no plano. Isso elevou a confiabilidade e ajudou na definição de estratégias mais eficazes.
Além disso, o plano fortalece a governança hídrica com foco na integração descentralizada e na participação social, superando desafios históricos e ampliando o papel dos comitês de bacia na gestão dos recursos hídricos do Distrito Federal.
Essa nova edição do PGIRH-DF representa um avanço significativo para a gestão da água na região, alinhando sustentabilidade, inovação e colaboração institucional para garantir a disponibilidade e qualidade dos recursos hídricos no futuro.


