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Novo Motorola One Vision chega com modo noturno para fotos e Android puro

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Smartphone vem com sistema similar ao concebido pelo Google e oferece 7 horas de uso com apenas 15 minutos de carga

(Lucas Agrela/EXAME)

São Paulo – A Motorola lança nesta quarta-feira (15) o celular Motorola One Vision, com preço sugerido de 1.999 reais. O aparelho chega com câmera traseira dupla e câmera frontal de 25 megapixels.

O smartphone é o segundo da linha One, que oferece garantia de atualização do software Android por dois anos (além de updates de segurança).

O sistema oferece experiência de uso similar à oferecida pelo Google, responsável pelo Android. O novo smartphone da Motorola chega com a versão 9 do software e tem o recurso chamado Bem-Estar Digital, que ajuda a ter uso mais consciente do dispositivo ao ver quanto tempo você passa usando aplicativos ao longo do dia.

O One Vision leva esse nome pela sua tela de 6,3 polegadas, de resolução Full HD. Ela conta com proporção de tela maior do que a dos rivais. Em vez de adotar proporção 18:9, ele é ainda mais comprido: 21:9. A ideia da fabricante é facilitar o uso do produto com apenas uma das mãos com essa nova característica, que a fabricante chama de Cinema Vision (por ser a proporção usada em telas de cinema).

 (Lucas Agrela/EXAME)

O smartphone é o primeiro da Motorola a vir com um processador (SoC) da sul-coreana Samsung, um modelo octa-core da linha Exynos – normalmente usada pela própria Samsung.

A câmera traseira dupla, com sensor de 48 megapixels, conta com recursos de inteligência artificial. A detectar uma cena de retrato ou escura, por exemplo, ela sugere a mudança para um modo mais adequado para a foto. Com um toque na opção que apsrece na tela, o usuário faz a mudança e usa a melhor configuração para a cena em questão. Outras empresas, como Samsung e LG, oferecem otimização de fotos com inteligência artifical, mas a alternância de modos desta forma é uma novidade da Motorola.

O aparelho tem modo retrato, que usa a segunda câmera para desfocar o fundo da foto, e também um modo noturno, que clareia imagens escuras (recurso similar ao visto no Pixel, o smartphone do Google, que não é vendido oficialmente no Brasil).

Como o smartphone tem foco em fotografia, ele chega com 128 GB de memória interna para que os usuários possam armazenar suas criações. Vale nitar que, por padrão, o aplicativo de galeria é o Google Fotos, que faz uma cópia de todo o acervo para a nuvem de forma gratuita – e ajuda a liberar espaço no dispositivo por conta disso.

A bateria do One Vision tem capacidade de 3.500 mAh e oferece 7 horas de uso com apenas 15 minutos de recarga quando plugado a uma tomada com o carregador turbo que acompanha o produto na caixa. Em testes preliminares , o acesso ao celular antes do lançamento, ele consumiu 29% de carga em duas horas contínuas de reprodução de vídeo, estando com Wi-Fi e Bluetooth ativos e brilho de tela no máximo.

Em termos de performance, o celular marcou 148.587 pontos no aplicativo AnTuTu, um Benchmark que avalia o desempenho geral do produto. O resultado é superior ao obtido pelo topo de linha Huawei P30 Pro (102.944), que custa 3.500 reais a mais do que o One Vision.

A expansão da linha One, que começou com o Motorola One, no final do ano passado, se dá devido à boa aceitação no mercado brasileiro, um dos principais para a Motorola no mundo e onde ocupa a segunda posição, segundo dados da consultoria americana IDC.

“Conseguimos conquistar jovens que não eram consumidores de Motorola e também atrair o público feminino com o primeiro Motorola One. Por isso, decidimos expandir a franquia”, afirma Jose Cardoso, presidente da Motorola Brasil.  Como fez com a linha Moto G, a Motorola segue com a estratégia de oferecer o máximo de recursos por valores acessíveis, abaixo de 2 mil reais. Diferentemente das rivais, ela não tem mais produtos que custam mais do que isso no mercado brasileiro.

O One Vision chega para rivalizar com a nova linha Galaxy, da Samsung, que é vendida somente via Internet.

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Brasileira de TI usará 100% de energia de parque eólico em 2022

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A empresa de tecnologia Tivit planeja se tornar a primeira do ramo no Brasil a usar apenas energia sustentável

Energia eólica: Tivit terá operação no Brasil com energia sustentável (i-Stockr/Getty Images)

A empresa brasileira de tecnologia Tivit planeja se tornar a primeira do ramo no Brasil a usar 100% de energia limpa a partir de 2022. A energia será gerada no Rio do Vento, um parque eólico no Rio Grande do Norte.

A estratégia visa fornecer energia para os 30 escritórios da companhia e seus quatro data centers no Brasil.

O parque será construído pela Casa dos Ventos, companhia brasileira responsável por projetos de energia eólica.

“A questão ambiental tem se mostrado cada vez mais urgente e nossa intenção é deixar um legado de sustentabilidade. A companhia terá sua energia suprida por um dos maiores projetos eólicos do mundo, e esperamos, por meio dessa ação, continuar a impactar positivamente nossos colaboradores, fornecedores e as empresas com as quais mantemos relações”, diz Carlos Gazaffi, presidente da Tivit.

A iniciativa da empresa de tecnologia busca reduzir o impacto de suas operações à natureza. A brasileira tem 7.000 funcionários e 10 data centers espalhados pela América Latina. 0

Para Lucas Araripe, diretor de projetos e novos negócios da Casa dos Ventos, o projeto ajuda a consolidar o movimento de procura por energia sustentável no país. “Rio do Vento evitará a emissão anual de um milhão de toneladas de CO2 graças a Tivit e outros clientes que se tornaram nossos parceiros no projeto”, disse, em nota.

O Rio do Vento terá capacidade instalada de 504 megawatts e gerará 1.200 empregos. A operação comercial começa no segundo semestre do ano que vem.

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Adolescente cria monitor da covid-19 e recusa oferta de R$ 44 milhões

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Oferta envolvia controle editorial do site; “a responsabilidade não deveria estar em uma criança aleatória”, afirmou ele ao Business Insider

Avi Schiffmann (Instagram/Reprodução)

Aos 17 anos de idade, o estudante americano Avi Schiffmann fez uma escolha que pode parecer difícil para muitos, mas que, para ele, não foi tanto assim: recusar 8 milhões de dólares (cerca de 44 milhões de reais na cotação atual). Schiffmann é o criador de um dos sites de monitoramento do coronavírus mais populares do mundo, o ncov2019.live, e recebeu a oferta milionária de uma empresa para continuar programando o site, por tempo indeterminado. “Eu só tenho 17 anos, eu não preciso de 8 milhões de dólares. Não quero me aproveitar dessa situação”, afirmou ele em entrevista ao site americano Business Insider.

Segundo Schiffmann, 100% do seu tempo livre é consumido por atualizar os dados do site, que monitora a situação global da covid-19. Por dia, são cerca de 30 milhões de visitantes.

A plataforma é atualizada constantemente com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e de sites dos governos dos países. No mapa, é possível ver onde o surto tem sido mais forte, a porcentagem de mortes, casos ativos e críticos e também quantas pessoas já se recuperaram da doença. Para o Brasil, o monitoramento de Schiffmann aponta 312.074 infectados, 20.112 mortos e 125.960 recuperados — números um pouco maiores dos que os divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta quinta-feira (21).

A oferta milionária foi feita por uma empresa que pretendia ter o controle editorial do site e mantê-lo apenas como programador, colocando anúncios visando os milhões de visitantes. Segundo ele, o faturamento seria muito maior se ele colocasse seus próprios anúncios, mas “esse não é o foco do website”.

O motivo por trás da decisão, de acordo com ele, é o fato de ele não querer pop-ups “arruinando o design de interface do usuário”, que estaria fora de seu controle caso o site fosse vendido. Ele também não quer estar sob contrato para manter o site rodando ou para fazer mudanças que ele não concorda. Ao Business Insider, Schiffman contou que sabe que muitas pessoas não têm internets rápidas o suficiente para suportar anúncios.

O adolescente se sente orgulhoso do projeto que desenvolveu, mas não quer se tornar famoso por isso. “No futuro, eu espero que a pressão esteja na OMS para fazer uma ferramenta dessas. A responsabilidade não deveria estar em uma criança aleatória”, afirmou ele ao BI.

Ele se descreve como um “aluno terrível” e conta que faltou às aulas por duas semanas para focar na ferramenta. Também ao site, Schiffmann afirmou que já ficou acordado 50 horas seguidas para atualizá-la. “Mas é óbvio que as pessoas querem saber as estatísticas.”

“As pessoas vão achar que eu vou me arrepender dessa decisão, mas eu planejo fazer muitas coisas no meu futuro”, contou ele. O jovem também recebeu uma proposta de emprego da Microsoft, entre outras empresas, mas diz que não quer aceitar nada por enquanto. “Quero continuar com os meus projetos e também a última coisa que você quer fazer depois de desenvolver um dia todo no trabalho é desenvolver ainda mais”, disse. “Eu conheço muitos investidores agora. Se eu abrisse uma empresa amanhã, eles leriam meu projeto de negócio, pelo menos”, afirmou.

Após a decisão de rejeitar a oferta, Schiffmann recebeu diversos comentários odiosos nas suas redes sociais e virou alvo de memes. Em seu perfil no Twitter, ele afirmou que “as pessoas ainda não entendem o por quê”. “O objetivo do site sempre foi informar as pessoas ao redor do mundo sobre a pandemia, e não fazer dinheiro, vou ter oportunidades para isso no futuro. Eu valorizo mais as oportunidades e conexões que vocês me trazem, é mais importante para mim do que dinheiro”, escreveu ele.

Avi Schiffmann@AviSchiffmann

Thank you all for supporting me to help keep the site ad-free forever. There will never be any unwanted sponsorships, pop-ups, referral links, or advertisements of any kind. You have my promise about that, and I thank every single one of you for your kofi donations and support!

Avi Schiffmann@AviSchiffmann

The goal of this site has always been to spread information across the world about the ongoing pandemic, and not to make money, there will be opportunities for that in the future. I value the opportunities and connections all of you bring, it is worth far more to me than $$$.

Em relação aos dados, ao jornal americano The Seattle Times, Schiffmann afirmou que “é muito difícil saber quais são mais precisos”. “Muitos departamentos de saúde não divulgam informações públicas. Mas a minha observação principal é que o mundo não está tão preparado quanto deveria. A China construiu um hospital em 10 dias. Eles deveriam se preparar antes para algo assim. Eles deveriam descobrir o que fazer se as escolas fecharem por meses. Ninguém na América estava com medo até a semana passada”, disse.

A ideia do estudante é retirar o site do ar quando a pandemia acabar e transformá-lo em uma página que compara dados entre o novo vírus e a SARS ou a Gripe Espanhola. Schiffman quer entrar para a história e acredita que o site será algo que as pessoas se lembrarão daqui uns anos. Em partes, ele está certo: o site já rendeu o prêmio Webby, principal prêmio de excelência na internet.

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Jogo clássico do Windows completa 30 anos e ainda tem milhões de jogadores

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Paciência (ou Solitaire) foi lançado em 1990 junto com o Windows 3.0 e pode ser um grande exemplo de gamificação

Paciência: jogo foi lançado em 1990 (Microsoft/Divulgação)

Esta sexta-feira (22) marca o aniversário de 30 anos de um jogo clássico do Windows, o Paciência (ou Solitaire, em inglês). Lançado em 1990 junto com a versão 3.0 do sistema operacional, o game ainda é jogado por mais de 35 milhões de pessoas a cada mês.

O jogo se tornou um dos símbolos do sistema operacional e está disponível em mais de 200 mercados, tendo suas instruções e comandos traduzidas para 65 idiomas diferentes. É o jogo mais famoso do Windows, superando clássicos como FreeCell, Campo Minado e Pinball.

De certa forma não seria incorreto dizer que Paciência talvez seja um dos maiores exemplos de gamificação. O passatempo virtual foi incluído no sistema operacional como uma forma de ajudar as pessoas a se acostumarem com uso do mouse. Três décadas depois é possível dizer que o experimento funcionou.

Desenvolvido por Wes Cherry, um programador que trabalhava com estagiário da Microsoft na época. Com comandos e dinâmica simples, o objetivo do jogo era criar pilhas de cartas do menor para o maior valor e depois separá-las de acordo com o naipe.

Ponto curioso é que o título chegou a ter um recurso para enganar chefes no ambiente de trabalho. Um comando permitia criar uma planilha falsa dados no lugar da tela do jogo. A artimanha, porém, foi barrada pela Microsoft.

Já o Windows 3.0 é a primeira versão realmente popular do sistema operacional da Microsoft. Foram comercializadas mais de 10 milhões de cópias da plataforma.

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Grupo Bio Ritmo, detentor da Smart Fit, aposta em aplicativo de exercícios

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A maior rede de academias do Brasil reúne treinos em app, incluindo coreografias do programa FitDance

Fitplay: aplicativo do Grupo Bio Ritmo está disponível para Android, iPhone e web (Fitplay/Divulgação)

O Grupo Bio Ritmo, detentor da rede de academias Smart Fit, aposta em um novo aplicativo de exercícios chamado Fitplay. Com programas de treinamento em vídeo de emagrecimento a ioga, a nova plataforma digital visa ajudar as pessoas a fazer atividade física em casa.

Com mais de 100 treinos para iniciantes e atletas, os vídeos são protagonizados por profissionais de educação física de empresas como Smart Fit, Race Bootcamp, Vidya, Tonus Gym e Jab House. A primeira parceria oficial do Fitplay é o FitDance, que vai oferecer tutoriais exclusivos de coreografias no aplicativo, disponível para smartphones com sistema operacional Android, iPhone e web. O FitDance é um programa de aula online de dança que tem quase 13 milhões de inscritos no YouTube e mais de 4 bilhões de visualizações nos vídeos de coreografias.

O Fitplay é a principal aposta do Grupo Bio Ritmo no mundo digital. A proposta do aplicativo, que tem mensalidade de 14,90 reais no plano anual, é universalizar o acesso a conteúdos de exercícios físicos online em português e oferecer aos profissionais de educação física um canal de distribuição de suas aulas, pelas quais eles podem receber pagamentos referentes à audiência gerada – como no YouTube.

Para Edgard Corona, presidente do Grupo Bio Ritmo, o conteúdo sobre exercícios físicos em português ainda está muito desorganizado na internet e a proposta do FitPlay é cumprir esse papel e centralizar as aulas online de profissionais com boa formação acadêmica.” É como se não houvesse um Google para organizar essas informações”, afirmou Corona, em entrevista à exame. “A pandemia está causando uma mudança de comportamento, o risco da comorbidade obesidade e o home office oferecem melhores condições para se exercitar.”

O projeto começou a ser desenvolvido no ano passado, mas ganhou nova importância para a empresa com o início da quarentena em razão da pandemia do novo coronavírus, que levou ao fechamento de academias por meses. “A ideia inicial era dar uma melhorar a experiência de fazer atividade física fora da academia. Quando chegou a necessidade de distanciamento social, buscamos oferecer o treino em casa e, com isso, atingimos 17 milhões de pessoas, são 700 mil por dia”, disse Corona.

A expectativa do presidente do Grupo Bio Ritmo é que o aplicativo tenha crescimento forte nos próximos meses para se consolidar como um canal digital de aulas de atividade física em português e em espanhol — 45% da receita do grupo vem de outros países da América Latina.

Maior rede de academias do Brasil, o Grupo Bio Ritmo conta com outros produtos digitais, como o Smart Coach, um aplicativo para orientar a rotina de treinos de corrida e força, e o Smart Nutri, um aplicativo que dá acesso a cardápios preparados por nutricionistas e a teleconsultas com esses profissionais.

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Facebook aposta em vendas on-line para enfrentar a Amazon

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Zuckerberg afirmou ao Financial Times que tem planos “acelerados para se aproveitar do aumento nas compras online durante a crise da covid-19”

Mark Zuckerberg: rede social do bilionário vai rivalizar diretamente com gigante do varejo (Charles Platiau/ File Photo/Reuters)

O Facebook entrou de vez na briga do varejo nesta terça-feira (19) em meio à pandemia do coronavírus. A plataforma, chamada de “Loja do Facebook” tem como foco as pequenas empresas, segundo comunicado enviado à imprensa. Com isso, a rede social de Mark Zuckerberg rivaliza diretamente com a Amazon, americana gigante no setor e comandada pelo homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, e com o site americano e-Bay.

A loja permitirá que os vendedores criem vitrines no Facebook e no Instagram, podendo até customizar a aparência do ambiente online. “Isso significa que qualquer vendedor, não importa o tamanho do seu orçamento, pode digitalizar seu negócio e se conectar com clientes onde e da maneira que for mais conveniente para eles”, afirma a empresa. Com a ferramenta, os clientes poderão entrar em contato com os lojistas por WhatsApp, Messenger ou Mensagem Direta, no caso do Instagram, para acompanhar as compras feitas.

A plataforma completa estará disponível nos próximos meses. O Facebook também diz que “no futuro será possível ver a loja de uma empresa e comprar diretamente no chat” e que está “investindo em novos recursos”, como o Instagram Shop e o compras ao vivo, que serão integrados, em breve, na novidade.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Zuckerberg não esconde que sua companhia quer fincar de vez seus pés no varejo. O empresário afirmou que tem planos “acelerados para a Loja para se aproveitar do aumento nas compras online durante a crise da covid-19”. Para ele, os dados dos 2,6 bilhões de usuários mundiais na rede social vão funcionar como uma carta na manga — e os anúncios poderão ficar ainda mais personalizados. “Se você estiver olhando uma loja dentro do seu aplicativo ou se você comprar algo, nós vamos ver isso e vamos poder usar essas informações para te mostrar recomendações melhores de outras coisas que você pode querer no futuro”, disse ele ao FT.

O movimento de Zuckerberg é bastante inteligente para a crise. Desde o começo da pandemia, Bezos, da Amazon, ganhou 24 bilhões de dólares enquanto o resto do mundo se afundava, um dos poucos bilionários com aumento na receita nesse período. Uma análise divulgada pelo jornal Wall Street Journal afirma que a varejista teve, em abril, o mesmo volume de pedidos de períodos como o Natal e o dia dos namorados. Em 16 de abril, as ações da empresa tiveram sua maior alta histórica, de 28% ao ano.

A chegada da rede social no varejo pode representar um desafio para a Amazon exatamente pelo tamanho da base de usuários que a acessa diariamente. Mas Zuckerberg não querer parar por aí. Também ao FT, ele afirmou que “a longo prazo poderia ser bom fazer delivery de comidas” — o que poderia ameaçar diretamente outras empresas do segmento, como a Rappi e o iFood.

O foco do desenvolvimento do novo produto serão os Estados Unidos e a Europa Ocidental.

Em outubro do ano passado,  Yuval Ben-Itzhak, presidente da consultoria de redes sociais Socialbakers, fez uma previsão: “veremos uma função mais ligada ao e-commerce no setor. A rede social pode se tornar a evolução do e-commerce como o conhecemos hoje”. Se tudo seguir como o planejado, Ben-Itzhak pode acabar acertando o palpite em cheio.

No quarto trimestre do ano passado, o Facebook registrou lucro líquido de 7,35 bilhões de dólares, um avanço de 7% na comparação com o mesmo período de 2018. À época, a receita da companhia foi de 21,08 bilhões de dólares, com crescimento anual de 25% e acima da previsão de US$ 20,9 bilhões dos analistas.

Há dois anos, o Instagram liberava a função de vendas em seu aplicativo. Em 2013, Zuckerberg comprou a rede social de fotos por 1 bilhão de dólares. Em pouco tempo, tentou comprar o Snapchat (aplicativo que permite envios instantâneos de fotos e a publicação de imagens por apenas 24 horas) — a compra nao foi bem-sucedida, mas o bilionário saiu da experiência com uma ideia: lançar o Instagram Stories, modelo semelhante ao do Snapchat, que conteve o crescimento do rival. Em 2014 foi a vez de levar o WhatsApp, por 16 bilhões de dólares.

Agora o desafio de Mark Zuckerberg (terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada de 80,3 bilhões de dólares pela Bloomberg), é integrar tudo e fortalecer (ainda mais), seu império digital.

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Lei de privacidade pode prejudicar criação de vacina, diz pai da internet

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A vacina contra o coronavírus pode demorar mais por causa da adequação à lei de dados pessoais da União Europeia, segundo Vint Cerf

(Wikimedia Commons/Duncan.Hull/The Royal Society / CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)/Wikimedia Commons)

Vint Cerf, considerado um dos pais da internet, escreveu um artigo no jornal indiano Medianama no qual sugere que leis de proteção de dados pessoais inspiradas na criada pela União Europeia podem prejudicar o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus.

“Variações da Lei Geral de Proteção de Dados da União Europeia se espalham pelo mundo com boas intenções, embora a implementação tenha mostrado algumas consequências não intencionais, sendo uma delas a capacidade de compartilhar informações sobre saúde que poderiam auxiliar no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Sars-CoV-2”, escreveu.

No Brasil, a lei de privacidade conhecida pela sigla LGPD foi adiada de agosto desde ano para agosto de 2021.

Cerf, que atua como evangelista e vice-presidente do Google, também ressaltou que o acesso à internet ainda não é universal e que as empresas poderiam aumentar a cobertura de sinal para a população global com mais infraestrutura por meio de uma colaboração global.

Dadas as ricas variedades de serviços baseados na internet voltados a facilitar a vida em economias socialmente distanciadas, não é difícil argumentar por políticas que encorajem mais infraestrutura de internet”, disse.

O pai da internet elogiou o poder da educação à distância, mas criticou o formato atualmente utilizado por instituições de ensino, dizendo que essa área ainda requer evolução. Ele também ressaltou a importância de se preparar para casos como o da quarentena do novo coronavírus com antecedência. Com isso, acredita, poderemos evitar que a próxima crise semelhante afunde a economia global.

Cerf é cocriador do TCP-IP, um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede, usado para conectar PCs distantes.

Foto (com recorte): Wikimedia Commons/Duncan.Hull/The Royal Society / CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)

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