A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) anunciou nesta quarta-feira (16) a criação do Comitê Permanente de Políticas para Mulheres (CPPM/SSP). Este comitê foi criado para fortalecer o compromisso com a igualdade de gênero dentro da secretaria. A medida está oficializada pela Portaria nº 59/2025, que estabelece um espaço dedicado a planejar e desenvolver ações para as servidoras da pasta.
O CPPM tem a responsabilidade de sugerir e acompanhar políticas que valorizem as profissionais, promovam oportunidades iguais e combatam qualquer tipo de discriminação na SSP-DF. O comitê é formado apenas por mulheres ativas das forças policiais, bombeiros, Detran-DF e uma servidora sem vínculo efetivo com o GDF. A liderança do grupo será definida por eleição entre as integrantes, com mandato de dois anos, podendo ser renovado.
Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a criação do comitê representa um avanço real no combate às desigualdades de gênero nas instituições de segurança. “A ideia é olhar para dentro das corporações, criando espaços para ouvir e agir para reduzir as desigualdades que ainda existem no ambiente institucional”, disse ele.
Integração com políticas maiores
O CPPM faz parte da estrutura prevista no Decreto nº 45.414/2024, que institui a Política das Mulheres na segurança pública do DF e criou o Conselho das Mulheres da Segurança Pública, coordenado pela SSP-DF. O Conselho, que reúne representantes de todas as forças de segurança, trabalha em conjunto com os comitês internos de cada instituição, como o novo comitê da SSP-DF.
Segundo a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira, essa união facilita uma resposta mais eficaz às demandas internas. “O Conselho é o maior articulador dessas políticas. Cada instituição conta com seu comitê para ouvir as servidoras, identificar problemas e apresentar soluções. Essa política é voltada para quem trabalha nas forças de segurança”, explicou. A primeira reunião oficial do Conselho está marcada para o próximo mês.
Ações e compromissos
O comitê deverá publicar um relatório anual com metas e ações alinhadas à política definida pelo decreto de 2024. Participar do comitê será considerado serviço público relevante, porém sem remuneração.
O secretário executivo da SSP-DF, Thiago Costa, ressaltou que a criação do comitê segue boas práticas já aplicadas em outras áreas, como o Ministério Público e o Poder Judiciário. “Essa iniciativa fortalece a escuta qualificada e valoriza a diversidade na segurança pública. Estamos avançando com uma política para o presente e para o futuro”, disse.
Com o CPPM, a SSP-DF reafirma seu objetivo de criar um ambiente de trabalho mais justo, igualitário e respeitoso para todas as mulheres nas forças de segurança do Distrito Federal.
Com informações da SSP-DF