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Na Câmara

Novas normas garantem saúde e conforto para trabalhadores têxteis

Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

Marcos Tavares destaca que a proposta promove ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

O Projeto de Lei 3404/26 propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para implementar medidas específicas que protejam a saúde, segurança e ergonomia dos trabalhadores da indústria têxtil. Iniciativa está em análise na Câmara dos Deputados e é de autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).

As novas disposições exigem que os empregadores adotem ações contínuas para evitar riscos e forneçam gratuitamente equipamentos de proteção individual em perfeito estado, sem eximir a responsabilidade por medidas coletivas de controle.

Aspectos ergonômicos

O texto estabelece que os locais de trabalho devem ser adaptados ergonomicamente, incluindo:

  • Assentos adequados à função exercida;
  • Apoios para manter a postura correta;
  • Iluminação adequada;
  • Redução dos riscos causados por movimentos repetitivos.

Além disso, é obrigatório que as empresas realizem capacitação regular em segurança, promovam programas de orientação ergonômica, garantam manutenção preventiva das máquinas, disponham de ventilação apropriada e controlem o ambiente de trabalho.

Os trabalhadores também terão direito aos exames ocupacionais conforme previsto na legislação trabalhista.

Atualização das normas

Segundo Marcos Tavares, é necessário que a legislação acompanhe as especificidades do setor têxtil, que envolve milhões de colaboradores expostos a riscos como ruído, poeira e esforço repetitivo.

Essa iniciativa visa diminuir doenças relacionadas, aumentar a produtividade, valorizar os profissionais e oferecer locais de trabalho mais seguros e saudáveis, alinhados aos princípios constitucionais de proteção ao trabalhador.

Fiscalização e punições

A fiscalização das normas seguirá os procedimentos padrões da inspeção do trabalho. O não cumprimento sujeitará os responsáveis às penalidades previstas na CLT, além de possíveis sanções civis, administrativas e penais.

Processo legislativo

O projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, deverá ser aprovado tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

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