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sexta-feira, 29/08/2025

Nova produção nacional de medicamentos para obesidade e diabetes

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Em Brasília

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a EMS firmaram recentemente acordos para começar a produzir no Brasil os medicamentos liraglutida e semaglutida, usados para tratar obesidade e diabetes tipo 2.

A EMS já produz e vende a liraglutida em farmácias brasileiras. A semaglutida, que tem patente válida até 2026, começará a ser fabricada pela empresa no próximo ano.

Os acordos envolvem a transferência de tecnologia da EMS ao Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, incluindo a fabricação do Ingrediente Farmacêutico Ativo e do remédio pronto.

Essa iniciativa é um avanço para incluir esses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), que ainda não oferece tratamentos medicamentosos para obesidade. Recentemente, o Ministério da Saúde coletou relatos de pacientes que usam liraglutida e semaglutida, enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, manifestou interesse em disponibilizar a semaglutida pela rede pública da cidade.

Inicialmente, a produção ficará por conta da fábrica da EMS em Hortolândia, São Paulo, sendo depois transferida ao Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro.

Carlos Sanchez, presidente da EMS, destacou que esse é um momento importante para a indústria farmacêutica brasileira, pois desenvolver e produzir medicamentos complexos com tecnologia 100% nacional e transferi-la à Fiocruz reforça o compromisso com a inovação.

Priscila Ferraz, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, afirmou que a parceria amplia a diversidade de colaboradores e fortalece o portfólio produtivo da instituição, unindo excelência e inovação.

Medicamentos nacionais

Na última segunda-feira, as primeiras canetas com liraglutida produzidas no Brasil chegaram às farmácias, com dois produtos: Olire (para obesidade) e Lirux (para diabetes), com preços a partir de R$ 307,26, fabricados pela EMS. Essa produção só foi possível após o vencimento das patentes da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.

Esses medicamentos possuem como princípio ativo a liraglutida, que simula a ação do hormônio GLP-1, produzido no intestino durante a alimentação. O GLP-1 melhora a liberação de insulina pelo pâncreas, promove a sensação de saciedade, age no cérebro reduzindo o apetite e no sistema digestivo retardando o esvaziamento do estômago.

A semaglutida funciona da mesma maneira, porém é mais potente e dura mais tempo no organismo. A liraglutida tem meia-vida de 13 horas e deve ser aplicada diariamente, enquanto a semaglutida permanece até sete dias e é aplicada semanalmente.

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