Deputada Rosana Valle destacou a importância da criação de protocolos nacionais para a endometriose.
Médicos, pacientes e legisladores participaram de uma sessão na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (11), para defender uma política nacional voltada ao tratamento da endometriose.
A endometriose é uma doença crônica, na qual o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando dores intensas e podendo resultar em infertilidade. Embora difícil de diagnosticar, o SUS atualmente segue orientações do Ministério da Saúde para seu diagnóstico e tratamento.
Durante o encontro, foi discutida a necessidade de aprovação do Projeto de Lei 3246/21, iniciativa do ex-deputado Roberto de Lucena (SP), que propõe o Programa de Prevenção e Tratamento da Endometriose. A proposta prevê acompanhamento médico regular, exames clínicos e laboratoriais, campanhas educativas, capacitação dos profissionais de saúde e ações do SUS para prevenção e tratamento da doença.
Renato Araújo reforçou que um programa nacional poderia organizar e financiar melhor o atendimento no SUS, com protocolos técnicos para ampliar os centros capacitados e alcançar toda a população.
Estimativas indicam que mais de sete milhões de mulheres em idade reprodutiva são afetadas pela endometriose no Brasil, mas a doença ainda é subnotificada.
O protocolo nacional inclui campanhas em escolas e treinamento de médicos, integrando conhecimentos das universidades a práticas que melhorem o acolhimento e o encaminhamento a tratamentos adequados pelo SUS, conforme destacado pela Deputada Rosana Valle durante a tramitação do projeto em 2021.
Ela também ressaltou a importância de um protocolo unificado que possibilite a continuidade do tratamento quando as pacientes se deslocam entre estados, evitando reiniciar o processo e reduzindo custos.
A jornalista Caroline Salazar, diagnosticada com endometriose após 28 anos convivendo com dores intensas, ressaltou o impacto negativo do atraso no diagnóstico e a necessidade de capacitar profissionais para identificar a doença e oferecer tratamentos personalizados.
Além disso, tramitam diversos projetos relacionados à endometriose, incluindo propostas que instituem diretrizes para prevenção, tratamento integral, educação, conscientização, incentivos profissionais e benefícios previdenciários para casos graves da doença.
