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segunda-feira, 19/01/2026

Nova injeção contra HIV será testada em sete cidades brasileiras

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai realizar um estudo com o medicamento lenacapavir, uma nova prevenção contra o HIV, em sete cidades do Brasil: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O objetivo é que os resultados ajudem a decidir se o remédio será oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O lenacapavir foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro e pode ser usado tanto em comprimidos quanto em injeções — para este estudo, a dose injetável será utilizada. Esse medicamento atua em várias fases do ciclo do vírus HIV, o que o torna eficaz na prevenção.

O estudo, chamado ImPrEP LEN Brasil, focará em homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas como do sexo masculino, e pessoas transgênero entre 16 e 30 anos de idade.

As doses foram fornecidas pela farmacêutica Gilead Sciences, que desenvolveu o medicamento. O início das aplicações aguarda a chegada de seringas específicas para aplicar a injeção no Brasil.

Conhecido comercialmente como Sunlenca, o lenacapavir é um antirretroviral inovador e é recomendado para pessoas a partir de 12 anos, com no mínimo 35 quilos de peso, que tenham teste negativo para HIV antes de começar o uso.

Custo é um desafio

Embora o lenacapavir tenha grande potencial para prevenir o HIV, seu preço alto pode dificultar o acesso. Um estudo na revista The Lancet mostra que o custo para produzir o remédio pode ser entre 25 e 46 dólares por pessoa por ano, enquanto nos Estados Unidos o tratamento pode custar mais de 28 mil dólares por paciente (aproximadamente 150 mil reais hoje).

De acordo com a Anvisa, ainda será definido o preço máximo do medicamento pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Para que o remédio seja oferecido pelo SUS, ele precisa passar por avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovação do Ministério da Saúde.

Questionada sobre o preço no Brasil, a Gilead Sciences informou que ainda não definiu o valor comercial e que os preços de outros países não refletem o processo brasileiro.

A farmacêutica também disse que os trâmites para incorporar o medicamento ao SUS estão em andamento, mas não há previsão de quando isso poderá ocorrer.

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