A reforma no sistema de impostos do Brasil começou em 1º de janeiro de 2026, trazendo mudanças importantes para a economia do país. Com a aprovação da Lei Complementar 214/2025, o conhecido modelo tradicional de impostos vai deixar de ser o principal, dando lugar a um novo sistema que será implementado até 2033.
Daniel Guimarães, advogado especializado em tributos, diz que essa mudança ainda está no começo e vai durar cerca de sete anos, e que muitos profissionais ainda não entenderam totalmente o que está acontecendo.
Ele explica que a reforma não é só sobre impostos, mas também envolve mudanças na forma como as empresas operam e pensam. Isso quer dizer que os profissionais precisam se atualizar e aprender sobre os novos impostos para poderem se destacar.
Vininha F. Carvalho, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios, comenta que com a chegada do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a utilização dos créditos de impostos dependerá mais do pagamento efetivo de impostos ao longo de toda a cadeia produtiva.
O Comitê Gestor do IBS lançou a Resolução nº 6 em 27 de abril de 2026, que determina que as empresas devem adaptar seus sistemas para emitir notas fiscais contendo as informações corretas sobre a CBS e IBS a partir de 1º de agosto. Caso contrário, poderão ser multadas em 1% do valor da operação.
Um estudo da Robert Half feito em 2025 mostrou que 53% das empresas planejam contratar pelo menos três novos funcionários para ajudar nessa adaptação. Dessas vagas, 58% serão permanentes e 42% temporárias.
Vininha F. Carvalho também destaca que a reforma vai além dos impostos sobre consumo e inclui mudanças importantes no Imposto de Renda, como aumento da faixa de isenção, tributação de dividendos e um imposto mínimo para pessoas com renda muito alta. Essas alterações impactam pessoas físicas, investidores, empresas e cooperativas. Estar preparado para essas mudanças ajuda a evitar problemas futuros, especialmente relacionados a preços, margens e operações.
