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quinta-feira, 19/02/2026

Nova estrutura do PCC revela 14 setores e 35 líderes em liberdade, diz Polícia Civil de São Paulo

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Segundo informações da Polícia Civil de São Paulo, um novo organograma da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi elaborado, mostrando 87 líderes organizados em 14 setores, chamados de ‘sintonias’. Desses, 52 estão presos e 35 estão em liberdade.

O documento também inclui pessoas associadas e ex-integrantes da liderança que são alvos de morte declarados pela facção. No total, 100 nomes aparecem no relatório, dos quais 62 cumprem pena.

Esta é a primeira vez que o organograma destaca o papel dos associados, que apesar de não serem iniciados oficialmente na facção, cumprem funções importantes na organização. O organograma foi produzido pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) e divulgado inicialmente pelo SBT News, depois confirmado pela Folha de São Paulo.

Dentre os setores, a Sintonia Final representa o comando máximo da facção, compostos por 15 homens, sendo que apenas um está em liberdade: Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão, apontado como participante do massacre de 55 mortos no presídio em Manaus, ocorrido em 2019. O líder máximo é Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso há mais de 25 anos em regime federal.

Também constam na lista nomes como Mohamad Hussein Murad (o Primo) e José Carlos Gonçalves (Alemão), envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro segundo a Operação Carbono Oculto.

A facção está organizada em diversos setores, incluindo controle interno de presídios, coordenação regional e internacional, desenvolvimento do tráfico, arrecadação financeira, comunicação interna e fiscalização de membros.

Um dos setores, a Sintonia Final de Rua, responsável pela organização das operações em bairros e cidades, conta com maioria dos membros em liberdade, sete deles com mandados de prisão em aberto e considerados foragidos, como Silvio Luiz Ferreira, o Cebola, que está foragido desde 2014.

Na região da Baixada Santista, há subdivisões como a Sintonia Final da Baixada e a FM-BX, que gerenciam pontos de venda de drogas na área. A Sintonia Restrita é composta por membros muito próximos à cúpula que auxiliam nas decisões estratégicas.

O quadro dos 14 funciona como uma instância de elite para julgar e fiscalizar o cumprimento das normas internas da facção, especialmente no que diz respeito às atividades nas ruas.

Os setores Sintonia Interna e Setor do Raio-X cuidam do controle e disciplina dentro dos presídios e da fiscalização interna, respectivamente. O Setor do Raio-X atua como auditoria investigando o comportamento dos integrantes.

Outros setores incluem a Sintonia Interna da Internet e Redes Sociais, que monitora as comunicações online da facção, garantindo sigilo e controlando o uso das redes sociais.

De acordo com estudos do Ministério Público de São Paulo, o PCC já atua em ao menos 28 países, incluindo Alemanha, Irlanda, Turquia e Japão, movimentando cerca de 1 bilhão de reais por ano.

Alguns antigos integrantes da cúpula hoje declarados como inimigos da facção e alvos prioritários, como Roberto Soriano (o Tiriça), Wanderson Nilton Paula Lima (Andinho) e Abel Pacheco de Andrade (Vida Loka), estão presos em regime federal.

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