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“No mask, no entry!”: uma aventura por Miami na reabertura

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Consegui pegar o último voo, quase lotado com cerca de trezentos brasileiros que contavam inusitadas sagas para chegar até Miami

Mensagem para clientes em Miami: a maioria dos americanos com quem conversei demonstra fé na excepcionalidade do país (Sérgio Cavalcanti/Exame)

Sempre tive fascinação por viagens no tempo, especialmente aquelas para algum lugar do futuro, mesmo que esse futuro fosse próximo, talvez até uma simples olhada na vida pós quarentena.

Com essa ideia na cabeça decidi chegar em Miami três dias após a reabertura gradual da economia, que aconteceu em 18 de maio, e vislumbrar como seria a nossa retomada em algum momento após 30 de maio.

O primeiro passo da jornada foi passar pelo aeroporto internacional de Guarulhos, que estava absolutamente irreconhecível, quase nenhum carro a competir pelo espaço na calçada onde as malas são descarregadas. Ao entrar no enorme saguão do Terminal 3, ele parecia ainda maior diante do pequeno número de passageiros, todos com máscaras. Um deles tinha Jesus em letras garrafais estampado na sua, talvez por acreditar que o vírus é coisa do capeta ou qualquer outra idiossincrasia.

No balcão de check-in tudo foi rápido, na entrada do embarque internacional uma moça vestida de astronauta apontou uma espécie de pistola laser para medir minha temperatura. Sem filas na checagem de segurança e imigração, caminhei até o portão de embarque passando pelas inúmeras lojas e restaurantes fechados.

O embarque ocorreu com os passageiros respeitando o distanciamento padrão. Aeromoças com máscaras e serviço de bordo quase inexistente em tempos de pandemia.

No desembarque no aeroporto de Miami, também sem filas na imigração e até funcionários da ICE demonstrando alguma simpatia.

Após me instalar no apartamento de um amigo em Aventura, fui até Miami Beach, onde alguns carros antigos e coloridos, pareciam indicar que o tempo parou. Poucas pessoas caminhavam pelas ruas e um solitário imitador de Michael Jackson parecia se exibir para fantasmas. Poucas placas de hotéis indicavam que estavam abertos mas não vi sinais de hóspedes ou turistas acidentais.

No dia seguinte a visita ao Aventura Mall, um grande shopping center com mais de 350 lojas e restaurantes, dos quais apenas 20% estavam funcionando. Medidas de segurança incluíam faixas de ida e vinda de clientes, obrigatoriedade de uso de máscaras e painéis de acrílico a separar os balconistas das lojas dos clientes.

Na verdade vi poucas pessoas comprando, a maioria parecia passear e aproveitar a visita ao antes proibido local. Os restaurantes tinham menos mesas, mais espaço entre elas, garçons com máscaras, luvas, escudo facial. Placas com QR Codes indicavam os menus virtuais para evitar manuseios desnecessários.

Lojas Big Box como Walmart e Target tinhamm grande fluxo por conta do drive-thru, pois as pessoas compram on-line e retiram as mercadorias nas lojas físicas. Target teve aumento desse tipo de pedido em 1.000% comparado a março de 2019, mostrando o poder da combinação click-and-mortar na vida pós-pandemia.

Em Coral Gables o famoso Hotel Biltmore estava funcionando, sua imensa piscina sem hóspedes, um restaurante com apenas três mesas ocupadas e os já usuais padrões de distanciamento e segurança para funcionários e clientes.

Na ruas da cidade havia mais carros transitando que pessoas, as poucas lojas de rua exigiam o uso de máscara para a entrada nas mesmas, sempre limitando o número de clientes dentro dos estabelecimentos. Placas nas portas alertavam : NO MASK, NO ENTRY!

Uma exceção em termos de movimento era uma loja de artigos esportivos e bicicletas, que tinha fila na porta, também obedecendo a distância recomendada pelas autoridades sanitárias.

A vida parece que lentamente volta ao normal, um grande número de pessoas fazendo caminhadas, procurando criar uma rotina saudável e alguma sanidade.

A maioria dos americanos com quem conversei (donos de pequenos negócios, advogados, executivos, trabalhadores) demonstra fé na excepcionalidade do país, na sua capacidade de se reinventar, mas demonstra preocupação com a velocidade da retomada da economia. Todos falaram em economizar por haver uma sensação de saírem da pandemia um pouco mais pobres do que entraram.

No quarto dia da visita Trump anunciou o fechamento do país para brasileiros a partir da meia-noite do dia 26/05. Consegui pegar o último vôo, quase lotado com cerca de trezentos brasileiros que contavam inusitadas sagas para chegar até Miami.

A julgar pelo que vi no futuro, teremos uma retomada ainda mais lenta e mais difícil por aqui, ao contrário da pujante economia americana, a nossa foi surpreendida pelo meteoro quando dava pequenos sinais de recuperação, após um longo período de dificuldades.

Independente do Trump e suas restrições acho que as visitas à Disney vão ter que esperar muito.

 

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FBI intensifica repressão a milícias antes da posse de Biden

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Analistas alertam que a retórica divisiva de Trump alimenta essas facções. Capitólio é esvaziado após alarme falso

(crédito: AFP / Mathieu Lewis-Rolland)

A poucas horas da posse do democrata Joe Biden e do fim do governo do republicano Donald Trump, a capital, Washington, e as principais cidades dos Estados Unidos reforçaram a segurança, ante o temor de protestos violentos. O FBI (a polícia federal norte-americana) ampliou as investigações sobre a participação das milícias Oath Keepers (“Guardiões do Juramento”), Three Percenters (“Três Porcento”) e Proud Boys (“Garotos Orgulhosos”) na invasão ao Capitólio, no último dia 6, e alertaram que seguidores do magnata preparam manifestações armadas nos 50 estados. Na tarde de domingo, John Schaffer, 52 anos, entregou-se aos agentes depois de ser fotografado, no Congresso, usando um chapéu com a frase “Oath Keepers Lifetime Member” (“Membro vitalício do Oath Keepers”). No mesmo dia, Robert Gieswein, 24, integrante do Three Percenters, foi indiciado pelo ataque. Enquanto isso, membros do grupo Boogaloo Boys, ávidos por uma segunda Guerra Civil Americana, brandiram armas nas ruas de Salem (Oregon) e Richmond (Virgínia).

Apesar de contrária ao governo, a maioria das milícias de extrema-direita se alimentou do discurso de Trump. Os seus integrantes estampam a bandeira dos EUA com orgulho e disseminam teorias conspiratórias e fake news. Especialistas admitiram ao Correio que os grupos armados se impõem como ameaça à democracia. O medo de simpatizantes do republicano sabotarem a posse de Biden levou ao isolamento da Casa Branca e do Capitólio com arame e concreto. Mais de 20 mil membros da Guarda Nacional vigiam Washington. Um ensaio da cerimônia foi interrompido, ontem, por um “incidente de segurança”. Testemunhas relataram fumaça em área próxima ao Congresso. Após o prédio ser esvaziado, as autoridades anunciaram alarme falso.

Professor da Faculdade de Preparação para Emergências, Segurança Interna e Cibersegurança da Universidade de Albany (Nova York) e autor de Oath Keepers — Patriotism and the edge of violence in a right-wing antigovernment group (“Oath Keepers — Patriotismo e o limite da violência em um grupo antigoverno de direita”), Sam Jackson atribuiu a milícias de extrema-direita a principal ameaça contra a democracia. “São um risco aos valores da democracia deliberativa pacífica. Elas insistem que a política dos EUA está falida, que as eleições não funcionam e que o sistema é fraudado”, explica ao Correio.

De acordo com Jackson, as milícias operam dentro de salvaguardas da Primeira e da Segunda Emenda, que versam sobre a liberdade de expressão e o porte de armas. “A compreensão que elas têm em torno das garantias constitucionais não importa de uma perspectiva legal. É verdade que muitos estados nos EUA têm leis ou disposições constitucionais que proíbem organizações paramilitares desprovidas de vínculos com o governo”, afirma.

“As milícias promovem narrativas de conspiração que deslegitimam o processo democrático e o governo”, admite Arie Perliger — professor da Faculdade de Criminologia da University of Massachusetts Lowell e autor de American zealots: Inside right-wing domestic terrorism (“Zelotes americanos: Por dentro do terrorismo doméstico de direita”). Segundo ele, as facções usam as mídias sociais para ampliar a capacidade operacional a todo o território norte-americano. Em 2013, Stewart Rhodes, líder da Oath Keepers, externou a intenção de espalhar “tropas” pelo país para fornecer segurança “durante crises”. “A presença de policiais e de veteranos nas milícias lhes proporciona acesso à experiência militar e facilita a apresentação como se fossem patriotas”, acrescentou Perliger.

Richard Fontaine, diretor do Center for a New American Security, em Washington, lembra ao Correio que grupos domésticos têm matado mais nos EUA do que facções terroristas, como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. “A combinação de incitamento, violência e ilegalidade vista no ataque ao Capitólio pôs em xeque a democracia americana.” Ele diz que as milícias se valem de um ecossistema de comunicações, no qual atores-chave circulam teorias da conspiração, disseminam desinformação, expressam queixas e se organizam. Hoje, na véspera de deixar a Casa Branca antes da posse de Biden, Trump deve anunciar mais de 100 perdões.

FBI indicia filho de brasileiros

 (crédito: Facebook/Reprodução)

crédito: Facebook/Reprodução.

A mensagem foi deixada por Samuel Camargo, 26 anos, em seu perfil no Facebook, à 1h54 de 7 de janeiro, apenas algumas horas depois da invasão ao Capitólio. “A todos os meus amigos, familiares e às pessoas dos Estados Unidos. Peço desculpas por minhas ações, hoje, no Capitólio, em D.C. Estive envolvido nos eventos que ocorreram hoje cedo. Sairei de todas as mídias sociais em um futuro próximo e cooperarei com todas as investigações que possam surgir sobre meu envolvimento. Lamento a todas as pessoas que decepcionei, pois isso não é o que sou nem o que eu defendo”, escreveu Camargo, que é filho de brasileiros, nasceu em Boston e vive em Fort Myers (Flórida). Às 15h57 do dia seguinte, ele publicou na rede social: “Acabei de falar com um agente do FBI (polícia federal americana). Acho que fui inocentado)”. Centenas de pessoas o criticaram e o ofenderam ao responderem a publicação.

Camargo foi indiciado pelo FBI por obstruir o trabalho das forças de segurança; invadir área restrita sem permissão; cometer violência física contra pessoas ou propriedades em áreas restritas; e por adotar uma conduta desordenada ou perturbadora para interromper uma sessão do Congresso. Testemunhas contaram ter visto o homem em diferentes momentos da marcha que antecedeu a invasão e em meio aos distúrbios no Capitólio. Ele teria posado para foto, no Instagram, ao lado de um “pedaço de metal” do prédio do Congresso, o qual teria sido retirado como recordação. O Correio tentou entrevistar amigos e familiares de Camargo, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Pontos de vista

 (crédito: Arquivo pessoal)

crédito: Arquivo pessoal.

Por Sam Jackson

Contrários ao governo
“Existe amplo movimento de pessoas nos EUA que veem o governo como problemático; que têm compreensão absolutista dos direitos de usar armas de fogo. É importante ver o continuum na extrema-direita, que inclui grupos que planejam a violência proativa e a defensiva. As milícias Oath Keepers e Three Percenters são favoráveis a Trump, mas não ao establishment. A percepção é de que o governo significa uma ameaça aos americanos.”

Professor da Faculdade de Preparação para Emergências, Segurança Interna e Cibersegurança da Universidade de Albany (Nova York)

Por Arie Perliger

Supremacia branca e antissemitismo
“O ethos do movimento das milícias de extrema-direita foi dominado, em seus primeiros anos, pela crença na ‘Nova Ordem Mundial’, em que o governo é visto como entidade sequestrada por ‘forças’ estrangeiras que visam promover a fusão dos EUA em Nações Unidas ou outra versão de governança global. Essas teorias da conspiração foram fundidas em ideias nativistas e antiglobalistas. No início da década de 1990, líderes de milícias adotaram a supremacia branca e antissemitismo.”

Professor da Faculdade de Criminologia e de Estudos da Justiça da University of Massachusetts Lowell

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Opositor Navalny será julgado nesta quarta na Rússia por difamação

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Alexei Navalny foi preso no domingo, ao voltar para a Rússia procedente de Berlim. Ficará preso pelo menos até 15 de fevereiro, no âmbito de um procedimento por violação de um controle judicial

(crédito: Dimitar DILKOFF / AFP)

Detido desde seu retorno à Rússia no domingo (17/01), o opositor Alexei Navalny será julgado nesta quarta (20/01) por difamação de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, crime punível com multa, ou prisão – anunciaram seus advogados nesta terça (19/01).

O comitê de investigação russo abriu este processo de difamação contra Navalny em julho, acusado de ter divulgado “informações mentirosas e injúrias à honra e à dignidade” de um veterano da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A pessoa envolvida havia manifestado na televisão seu apoio ao referendo constitucional do verão passado para reforçar os poderes de Vladimir Putin.

A investigação do caso foi suspensa durante a hospitalização do oponente na Alemanha, após seu suposto envenenamento em agosto. Navalny acusa o Kremlin pelo ocorrido, e as autoridades russas negam qualquer envolvimento.

Navalny foi preso no domingo, ao voltar para a Rússia procedente de Berlim. Ficará preso pelo menos até 15 de fevereiro, no âmbito de um procedimento por violação de um controle judicial. Está detido em Moscou, em quarentena, devido à pandemia da covid-19.

A depender da gravidade dos fatos, a difamação pode ser punida com multa de até 5 milhões de rublos (US$ 57 mil) e cinco anos de prisão. Também pode ser alvo de penas mais leves, como trabalho de interesse geral.

O serviço penitenciário russo havia alertado que Navalny seria preso em seu retorno, por ter violado o controle judicial que lhe foi imposto como parte de uma pena de cinco anos de prisão sob sursis por peculato. O opositor de Putin insiste na motivação política deste caso.

Desde o final de dezembro, ele é alvo de uma nova investigação de fraude por suspeita de ter gastado 356 milhões de rublos (US$ 4,8 milhões) em doações para seu uso pessoal.

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Montanhista russo-americano desaparecido é encontrado morto no Paquistão

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Alex Goldfarb participava de uma expedição para escalar o Broad Peak, um dos 14 picos do mundo com mais de 8 mil metros de altitude, e desapareceu no sábado (16/01)

Cordilheira Karakoram, na região montanhosa de Gilgit do Paquistão. – (crédito: AMELIE HERENSTEIN / AFP)

O montanhista russo-americano Alex Goldfarb, desaparecido desde sábado (16/01) em uma montanha no nordeste do Paquistão, onde buscava se aclimatar para a subida de inverno do Broad Peak (8.047 metros), foi encontrado morto – anunciou um porta-voz da expedição nesta terça-feira (19/01).

O corpo de Goldfarb foi avistado por um helicóptero de resgate no Pastore Peak (6.209 metros), na cordilheira de Karakórum, “onde parece ter caído”, disse o porta-voz Laszlo Pinter, em um comunicado.

Goldfarb participava, junto com o húngaro Zoltan Szlanko, de uma expedição para escalar o Broad Peak neste inverno boreal (verão no Brasil), Este é um dos 14 picos do mundo com mais de 8.000 metros de altitude.

Para se aclimatar, Alex e Zoltan iniciaram a subida do Pastore Peak no sábado, uma montanha que nunca foi escalada no inverno.

Julgando que as condições eram muito perigosas, Szlanko decidiu voltar, mas não conseguiu convencer seu parceiro a fazer o mesmo, segundo o porta-voz. Depois disso, Goldfarb não entrou mais em contato com sua equipe, como deveria ter feito.

Ele é o segundo alpinista morto em poucos dias no Karakórum. No sábado, o espanhol Sergi Mingote não sobreviveu a uma queda no K2 (8.611 metros de altitude). Segundo pico mais alto do mundo, ele fica a dez quilômetros do Broad Peak.

Nesse mesmo dia, uma equipe de dez nepaleses conseguiu a primeira subida de inverno do K2, o único “8.000” que nunca havia sido escalado no inverno.

O inverno é particularmente rigoroso no Karakórum, mais do que no Himalaia. Apelidado de “montanha selvagem”, o K2 está sujeito, no inverno, a ventos de até 200 km/h e a temperaturas que podem cair até -60°C.

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Socorristas seguem tentando resgatar mineiros soterrados na China

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Os mineiros estão soterrados há nove dias em uma mina de ouro na China. As autoridades sabem a localização de pelo menos 12 dos 22 mineiros

(crédito: AFP)

As equipes de resgate escavavam vários novos dutos nesta terça-feira (19/01), para tentar acessar o local onde estão pelo menos 12 dos 22 mineiros soterrados há nove dias em uma mina de ouro na China – informaram as autoridades.

Os socorristas correm contra o tempo, em meio ao aumento do nível de água que ameaça os mineiros no subterrâneo.

Em 10 de janeiro, uma explosão em uma mina de ouro em Qixia, na província de Shandong Oriental, deixou estes mineiros presos a várias centenas de metros abaixo da superfície.

Até agora, as equipes de resgate conseguiram entregar comida a esses trabalhadores, através de um duto escavado na rocha.

Os mineiros conseguiram, por sua vez, fazer chegar à superfície uma mensagem escrita à mão em uma página arrancada de um caderno. Nela, pediram que fossem enviados remédios e alertaram sobre o perigo do aumento das águas subterrâneas. O bilhete relatava ainda que quatro homens estão feridos.

Uma ligação entre os socorristas e os mineiros confirmou que 11 pessoas estavam a 540 metros no subsolo, e uma, 100 metros abaixo. Não se sabe onde estão os outros dez homens.

“A rocha perto da jazida é, principalmente, de granito (…) que é muito duro e isso está impedindo o resgate”, disse Chen Fei, prefeito da cidade de Yantai, na segunda-feira.

Além dos três dutos já perfurados, as equipes de resgate começaram a cavar mais três nesta terça-feira, de acordo com um mapa das operações de resgate divulgado pelas autoridades na rede social Weibo (o Twitter chinês).

A televisão pública CCTV mostrou dezenas de socorristas limpando o poço de saída, assim como guindastes e uma grande máquina de perfuração para chegar até os mineiros.

Dois funcionários de Qixia, o líder local do Partido Comunista e o prefeito, foram demitidos na semana passada, devido à demora de um dia entre o acidente e o lançamento da operação de resgate.

 

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Tribunal europeu condena Suíça por multar mendiga que pedia dinheiro na rua

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A mulher foi multada por mendigar em via pública. Após não pagar a multa ela foi presa por cinco dias

(crédito: Fabrice COFFRINI / AFP)

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) condenou a Suíça, nesta terça-feira (19/01), por ter imposto uma forte multa a uma romena por mendigar em via pública.

“O Tribunal considera que a pena imposta à demandante não era unm medida proporcional nem para lutar contra a delinquência organizada, nem para proteger os direitos dos transeuntes, dos moradores e dos comerciantes”, alegou a instituição judicial do Conselho da Europa com sede em Estrasburgo.

A romena foi multada em 500 francos suíços (ou US$ 563 no câmbio atual) por mendigar na rua em Genebra, em janeiro de 2014.

Quando a mulher, que é analfabeta e está desempregada, não pagou o valor devido, foi posta em detenção temporária por cinco dias.

A mulher tinha “o direito, inerente à dignidade humana, de expressar sua angústia e tentar satisfazer suas necessidades mediante a mendicância”, afirma o veredicto.

Nesse sentido, a Corte considerou que a Suíça violou o artigo 8 do Convênio Europeu de Direitos Humanos, que garante a proteção da vida privada e familiar, e ordenou ao país a pagar à mulher US$ 1.118 por danos morais.

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A limpeza de 500 mil dólares na Casa Branca antes da posse de Biden

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Prédio da Casa Branca, em Washington (Giuseppe Amoruso/EyeEm/Getty Images)

O governo dos Estados Unidos gastará quase US$ 500.000 em uma limpeza profunda da Casa Branca antes que o presidente eleito Joe Biden tome posse no dia 20 de janeiro, segundo informações da CNN.

O edifício foi centro de três surtos de covid-19 desde o início da pandemia. Segundo a historiadora Kate Brower Andersen, sempre houve uma limpeza profunda entre as administrações, mas nunca nessa proporção. Os contratos para serviços de limpeza incluem US$ 127.249,00 em “Limpeza inaugural”, US$ 44.038,00 para a limpeza de carpetes e US$ 29.523,00 em limpeza de cortinas.

A limpeza entre os presidentes é realizada geralmente pela pópria equipe da Casa Branca no intervalo de seis horas, quando os presidentes participam da cerimônia de posse. Além da limpeza do edifício, os 100 funcionários da Casa Branca realizam também pequenos trabalhos de manutenção.

A Casa Branca possui 132 salas distribuídas em seis andares. Isso inclui 35 banheiros, 412 portas e 28 lareiras. O contrato de US$ 127.249,00 foi concedido à empresa Didlake, com sede na Virgínia, que ajuda pessoas com deficiência a encontrar emprego, segundo informações da CNN.

A papelada também incluiu um contrato de US$ 115.000 para substituir e instalar novos carpetes em várias salas. O governo também fechou um contrato de US$ 37.975,00 para remoção de lixo e reciclagem e $ 53.000 para pintura e revestimentos de parede, além de US$ 50.000,00 em horas extras.’

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sábado, 23 de janeiro de 2021

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