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sexta-feira, 02/01/2026

Nikolas critica prisão de Filipe Martins: Moraes exagera na decisão

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois da decisão de prender preventivamente o assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, nesta sexta-feira (2/1). Em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que “Moraes exagera na decisão”.

“Enquanto Jair Bolsonaro está há 153 dias em uma prisão severa, enfrentando problemas de saúde e impedido até de manter contato básico com seus familiares, a arbitrariedade do ministro Alexandre de Moraes chega ao extremo ao prender Filipe Martins por supostamente fazer uma pesquisa no LinkedIn”, destacou Nikolas.

A Polícia Federal cumpriu a ordem do ministro ao prender Martins em sua residência e levá-lo para detenção em Ponta Grossa (PR). O assessor estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, com tornozeleira eletrônica, e a prisão preventiva foi determinada após Moraes alegar que Martins teria descumprido medidas cautelares ao usar uma rede social, algo proibido.

Filipe Martins teria utilizado seu perfil no LinkedIn, motivo pelo qual o ministro Alexandre de Moraes exigiu que a defesa do ex-assessor apresentasse esclarecimentos em até 24 horas. A defesa, por sua vez, negou que Martins tenha acessado a rede social.

Nikolas declarou que a prisão foi determinada por uma “suposta busca”, evidenciando a ausência de provas concretas para justificar a prisão preventiva, e denunciou perseguições por parte do ministro.

“É um colapso do sistema ver alguém ser preso baseado em uma denúncia vaga, mesmo cumprindo todas as medidas impostas por mais de 560 dias. Repito: se o Senado não agir para afastar Alexandre de Moraes, essas perseguições continuarão”, alertou o deputado.

Condenação no núcleo da trama golpista

O ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do segundo núcleo da trama golpista, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coordenar ações da organização criminosa que pretendia manter Bolsonaro no poder.

Martins e seus aliados integravam o grupo responsável pela elaboração de um plano para golpe, monitoramento e planejamento de atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, além de tentativas de obstruir o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.

Depoimento em delação premiada

Em acordo de delação premiada, o tenente-coronel Mauro César Cid revelou que Filipe Martins, enquanto assessor especial para Assuntos Internacionais, foi quem apresentou o projeto de decreto golpista ao ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.

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