Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente de Cuba Raúl Castro e sobrinho-neto de Fidel Castro, tentou enviar secretamente uma carta aos Estados Unidos na semana passada. A intenção era propor ao presidente Donald Trump acordos econômicos e de investimento, além do alívio de sanções.
Segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, Castro também teria avisado a Casa Branca sobre a preparação do regime cubano para uma possível ação militar dos EUA.
O jornal classificou a carta como uma tentativa incomum de chamar a atenção do presidente Trump. O neto do líder cubano contou com a ajuda de um empresário rico de Havana, do ramo de aluguel de carros de luxo, para fazer a entrega pessoalmente da carta, que tinha formato semelhante ao de uma nota diplomática e selo oficial cubano.
No entanto, o empresário foi barrado por um agente de imigração ao tentar entrar nos Estados Unidos em Miami, e retornou sem cumprir a missão. A carta foi retida pelas autoridades norte-americanas na fronteira, e até o momento não há confirmação se ela chegou a Washington.
A tentativa de contato acontece em meio a ameaças frequentes de Trump sobre uma possível invasão a Cuba. O presidente dos EUA chegou a dizer que teria a honra de assumir o controle do país e afirmou recentemente considerar uma ação militar contra Cuba após o fim do conflito no Oriente Médio com o Irã.
Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que a ilha está preparada para enfrentar qualquer ação militar, reforçando a defesa do modelo socialista adotado no país. Durante as comemorações dos 65 anos da Invasão da Baía dos Porcos, ele destacou que Cuba permanece uma revolução socialista mesmo cercada por desafios e ameaças.
