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segunda-feira, 26/01/2026

Netanyahu relaciona ataque em Sydney ao apoio à Palestina

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gerou controvérsia ao vincular o ataque que resultou em 16 mortos e mais de 40 feridos em Sydney ao reconhecimento oficial da Palestina pela Austrália, ocorrido em setembro deste ano.

O ataque aconteceu na manhã do domingo (14/12), durante a festividade judaica de Hanukkah, na praia de Bondi, em Sydney. Os dois atiradores, pai e filho, foram motivados pelo grupo Estado Islâmico, segundo investigações das autoridades australianas.

Após o incidente, Netanyahu afirmou ter alertado o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, de que o apoio à formação do Estado palestino poderia estimular o antissemitismo.

Netanyahu mencionou ter enviado uma carta a Albanese, dizendo que o pedido de um Estado palestino alimenta o ódio contra judeus e favorece grupos terroristas como o Hamas. O líder israelense acusou o governo australiano de não agir para conter o crescimento do antissemitismo no país, o que contribuiu para os ataques contra a comunidade judaica.

Em 21 de setembro, a Austrália, juntamente com Reino Unido e Canadá, reconheceu formalmente a Palestina, juntando-se a mais de 120 países que apoiam a solução de dois Estados como caminho para a paz duradoura entre israelenses e palestinos. Albanese declarou na época que esse reconhecimento reafirma o compromisso do país com essa solução.

A solução de dois Estados busca criar um Estado Palestino independente que coexista pacificamente ao lado de Israel, uma proposta diplomática que Netanyahu é um dos principais opositores.

Sobre o ataque em Sydney, os atiradores foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24 anos; o pai imigrou para a Austrália e o filho nasceu no país. A motivação radical islâmica foi confirmada pelas autoridades local.

Um pedestre muçulmano de 43 anos, Ahmed al Ahmed, tornou-se um herói nacional ao desarmar um dos atacantes, mesmo após ser ferido por disparos. Ahmed passou por cirurgia e está em estado estável em um hospital de Sydney. Sua família recebeu um apoio financeiro significativo da comunidade após o ataque.

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